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Retrato em Sépia – Isabel Allende

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

E, mais uma vez, Isabel Allende me mostrou por que entrou definitivamente para a minha lista de autores favoritos.


Dando continuidade à história iniciada no romance anterior (Filha da Fortuna), conhecemos Aurora del Valle. Aos poucos, entre lembranças fragmentadas, segredos familiares e recordações que parecem escapar por entre os dedos, ela tenta reconstruir sua própria história e compreender quem realmente é.


O que mais me encanta na escrita de Isabel Allende é a forma como ela transforma a História em algo íntimo. Em vez de apenas narrar acontecimentos políticos ou sociais, ela nos faz vivê-los através de personagens tão humanos e complexos. Enquanto acompanhamos os amores, as perdas, os conflitos e as escolhas de Aurora e de seus parentes, também percorremos importantes momentos da história do Chile, da China e da Califórnia do século XIX.


A escrita é extremamente descritiva, mas nunca cansativa. Pelo contrário: tive a sensação de estar sentada na sala da minha avó ouvindo aquelas longas histórias de família, cheias de detalhes, personagens inesquecíveis, paixões, tragédias e acontecimentos que atravessam gerações. É uma narrativa que convida o leitor a desacelerar e simplesmente escutar.


Ao longo dessas páginas encontramos um pouco de tudo: mulheres iludidas por falsos amores, famílias que desafiam as convenções de sua época, adoção, guerras, romances, perdas, reencontros e revelações sobre o passado dos Sommers e da família del Valle.


Retrato em Sépia é uma reflexão sobre identidade, pertencimento e sobre as histórias que herdamos das gerações que vieram antes de nós. O desfecho é daqueles que apertam o coração. Um dos poucos livros que chorei..


E agora resta apenas uma certeza: estou ainda mais ansiosa para finalmente ler A Casa dos Espíritos e reencontrar a família del Valle em mais uma geração dessa extraordinária saga criada por Isabel Allende.

Isabel Allende não escreve apenas sobre famílias. Ela escreve sobre a memória de um continente.


"Cada instante desaparece em um sopro e logo se transforma em passado, a realidade é efêmera e migratória, pura saudade" p. 333

⭐⭐⭐⭐⭐❣️



Leia e veja o que você acha! 🥰

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