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AS ESPIÃS DO DIA D, KEN FOLLETT
Coragem, espionagem e resistência em uma guerra na qual qualquer erro pode custar vidas. Em As Espiãs do Dia D, Ken Follett nos leva à França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, em uma trama que mistura espionagem, ação, resistência e escolhas difíceis. A agente britânica Flick Clairet reuniu uma equipe de mulheres para destruir uma importante central de comunicações alemã. O plano é arriscado, o tempo é curto e qualquer erro pode comprometer não apenas a
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Cristina Oliveira
16 de out.


Torto Arado, de Itamar Vieira Junior
Por meio das vozes de Bibiana e Belonísia, é construída uma narrativa profundamente humana sobre um Brasil que ainda carrega as marcas de seu passado escravagista. Ambientada no sertão baiano, a história acompanha duas irmãs e uma comunidade. A terra onde trabalham não lhes pertence, e suas vidas permanecem submetidas a relações de exploração que parecem atravessar o tempo. Itamar dá voz aos silenciados. Essa ideia aparece de maneira poderosa já nas primeiras páginas, em um a
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Cristina Oliveira
26 de set.


Ainda estou aqui ,Marcelo Rubens Paiva
Há dores que não terminam quando a tragédia acaba. Algumas delas transformam uma vida inteira em luta. Em Ainda Estou Aqui, Marcelo Rubens Paiva não conta apenas a história do desaparecimento e assassinato de seu pai, Rubens Paiva, durante a Ditadura Militar brasileira. Ele conta a história de uma família que precisou aprender a continuar vivendo depois de ser brutalmente atravessada pela violência do Estado. E, no centro dessa história, está Eunice Paiva. Uma mulher de muita
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Cristina Oliveira
19 de set.


O Bem-Amado, de Dias Gomes
Que peça fantástica! Sabe aquela leitura que diverte, faz rir e, quando você percebe, está refletindo? Foi exatamente assim com O Bem-Amado. Escrita originalmente em 1962, a peça de Dias Gomes nos leva para Sucupira, uma pequena cidade do litoral baiano, onde o influente Odorico Paraguaçu decide transformar a construção de um cemitério em sua grande plataforma política. Afinal, não é todo dia que um político encontra uma obra pública tão... conveniente para sua carreira. O pr
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Cristina Oliveira
3 de set.


Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Quando sobreviver já é uma forma de resistência É uma releitura angustiante, não necessariamente pela complexidade da narrativa, mas pelo tamanho do sofrimento que encontramos em suas páginas. É um livro sobre a luta pela sobrevivência, e sobre o quanto, para algumas pessoas, viver parece ser apenas uma versão mais difícil de sobreviver. Publicado em 1938, o romance acompanha uma família de retirantes sertanejos formada por Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cadela Ba
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Cristina Oliveira
1 de set.


A Correspondente, de Virginia Evans
Uma leitura que me fez rir, me emocionou profundamente e, principalmente, me fez pensar sobre a vida, as escolhas que fazemos e as histórias que carregamos. A protagonista, Sybil van Antwerp, tem 73 anos e uma vida aparentemente comum. Aposentada, ela encontra nas cartas a melhor maneira de se conectar com o mundo e com as pessoas. E é justamente por meio delas que vamos conhecendo suas alegrias, seus medos, seus arrependimentos, suas perdas e suas relações familiares. O form
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Cristina Oliveira
17 de ago.


A Casa dos Espíritos, Isabel Allende
Alguns livros nos conquistam imediatamente. Outros precisam de tempo, insistência e algumas páginas de resistência até finalmente nos mostrar por que são considerados clássicos. A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, foi, para mim, um pouco dos dois. O romance acompanha aproximadamente cinquenta anos da história da família Trueba, atravessando três gerações de mulheres e um país que passa por profundas transformações políticas e sociais. Embora o território nunca seja nomea
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Cristina Oliveira
10 de ago.


Trevor Noah: Nascido do Crime
Em Nascido do Crime, publicado em 2016, Trevor Noah apresenta muito mais do que a própria história. Conhecido mundialmente por seu trabalho como comediante, o autor constrói uma narrativa que funciona simultaneamente como autobiografia, documento histórico e homenagem à mulher que moldou a sua vida: sua mãe. O título da obra não é uma metáfora. Trevor nasceu em 1984, durante o regime do apartheid na África do Sul, filho de uma mulher negra xhosa e de um homem branco de origem
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Cristina Oliveira
7 de ago.


Os Imortais, de Paulliny Tort
Entre a origem da linguagem e a permanência dos afetos. Os Imortais, de Paulliny Tort, é uma experiência literária singular. Ambientado no período paleolítico, o romance acompanha a trajetória de um clã de neandertais em sua luta constante pela sobrevivência. Cercados pela fome, pelas doenças, pelas intempéries e pelos perigos de um mundo hostil, uma travessia sem destino aparente, guiados pela necessidade de continuar existindo. Após um conflito com outro agrupamento, uma cr
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Cristina Oliveira
30 de jul.


O Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos
Existem livros que atravessam gerações porque contam grandes histórias. E existem aqueles que permanecem vivos porque conseguem tocar algo muito íntimo em quem os lê. O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, pertence ao segundo grupo. Considerado um clássico da literatura brasileira, é uma obra delicada, emocionante e profundamente humana, que continua atual mesmo décadas após sua publicação. Acompanhamos Zezé, um menino de apenas cinco anos que vive em uma fam
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Cristina Oliveira
27 de jul.


A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides
Alicia Berenson tinha tudo o que poderia ser considerado uma vida perfeita: era uma pintora renomada, casada com um fotógrafo bem-sucedido, e vivia em uma das regiões mais privilegiadas de Londres. Até que, em uma única noite, tudo muda. Alicia atira cinco vezes no rosto do marido e, a partir desse momento, nunca mais pronuncia uma única palavra. Seu silêncio transforma um crime brutal em um dos maiores mistérios da literatura policial contemporânea. Confesso que o início da
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Cristina Oliveira
26 de jul.


Retrato em Sépia – Isabel Allende
E, mais uma vez, Isabel Allende me mostrou por que entrou definitivamente para a minha lista de autores favoritos. Dando continuidade à história iniciada no romance anterior (Filha da Fortuna), conhecemos Aurora del Valle. Aos poucos, entre lembranças fragmentadas, segredos familiares e recordações que parecem escapar por entre os dedos, ela tenta reconstruir sua própria história e compreender quem realmente é. O que mais me encanta na escrita de Isabel Allende é a forma como
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Cristina Oliveira
16 de jul.


As Vinhas da Ira | John Steinbeck
Ambientado durante a Grande Depressão norte-americana, o romance acompanha a família Joad, expulsa de suas terras em Oklahoma pela seca e pela crise econômica. Como milhares de outras famílias, eles seguem rumo à Califórnia alimentando o sonho de uma vida digna, de trabalho e comida na mesa. Mas o que encontram pelo caminho está muito distante da promessa que lhes foi vendida. Mais do que narrar uma viagem, Steinbeck constrói uma poderosa reflexão sobre desigualdade, exploraç
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Cristina Oliveira
2 de jul.


Não é ela, de Mary Kubica
O que começa como uma viagem tranquila em um resort à beira de um lago se transforma rapidamente em um pesadelo, dando início a um thriller psicológico que me fisgou desde as primeiras páginas. Ele me deixou completamente obcecada em descobrir o que realmente havia acontecido. A história é tão intrigante que acabei devorando o livro em apenas dois dias!! E quando finalmente tudo foi revelado… Jamais teria imaginado aquele desfecho. Foi daquelas reviravoltas que nos fazem enc
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Cristina Oliveira
15 de jun.


O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Existem livros que nos obrigam a permanecer em silêncio depois da última página. Baseado em uma história real, o romance reconstrói, em ordem cronológica, a vida de um velho livreiro palestino e, ao mesmo tempo, revisita vários momentos decisivos da história da Palestina, e, por fim, a vida em Gaza. O livro preserva a memória de um povo que há décadas conhece mais a sobrevivência do que a possibilidade de viver em paz. O que mais me impressionou foi a delicadeza com que Benzi
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Cristina Oliveira
12 de jun.


Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Ler Um Defeito de Cor é atravessar uma experiência literária que vai muito além da ficção: é encarar de frente a formação do Brasil e suas feridas mais profundas. O livro se impõe como uma verdadeira aula histórica e emocional sobre a escravidão e seus desdobramentos, costurando memória, dor e identidade com uma força rara na literatura brasileira contemporânea. Acompanhamos Kehinde, nascida no início do século XIX em Savalu (atual Benin), cuja infância é interrompida por tra
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Cristina Oliveira
9 de jun.


As Mulheres-Leão de Teerã, de Marjan Kamali
É uma obra que emociona pela realidade que retrata e pela maneira delicada como transforma acontecimentos históricos em experiências profundamente humanas. A história acompanha Ellie e Homa, duas meninas que constroem uma amizade intensa, unidas por sonhos, desejos e expectativas sobre o futuro. Anos depois, já adultas, elas se reencontram em um Irã transformado por profundas mudanças políticas e sociais, onde escolhas, ressentimentos, ciúmes e uma dolorosa traição colocam à
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Cristina Oliveira
8 de jun.


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
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Cristina Oliveira
27 de mai.


Terra partida, de Clare Leslie
Terra Partida é aquele tipo de livro que começa como um drama rural silencioso e, sem que a gente perceba, se transforma numa avalanche emocional impossível de largar. A autora constrói um romance profundamente humano, daqueles que deixam o leitor completamente obcecado pelo desfecho. E talvez o mais impressionante seja justamente isso: mesmo acontecendo mil coisas ao mesmo tempo, a narrativa nunca se perde. Pelo contrário. Cada revelação aumenta ainda mais a tensão e aliment
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Cristina Oliveira
15 de mai.


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
2 de mai.
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