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O Bem-Amado, de Dias Gomes
Que peça fantástica! Sabe aquela leitura que diverte, faz rir e, quando você percebe, está refletindo? Foi exatamente assim com O Bem-Amado. Escrita originalmente em 1962, a peça de Dias Gomes nos leva para Sucupira, uma pequena cidade do litoral baiano, onde o influente Odorico Paraguaçu decide transformar a construção de um cemitério em sua grande plataforma política. Afinal, não é todo dia que um político encontra uma obra pública tão... conveniente para sua carreira. O pr
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Cristina Oliveira
há 3 dias


Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Quando sobreviver já é uma forma de resistência É uma releitura angustiante, não necessariamente pela complexidade da narrativa, mas pelo tamanho do sofrimento que encontramos em suas páginas. É um livro sobre a luta pela sobrevivência, e sobre o quanto, para algumas pessoas, viver parece ser apenas uma versão mais difícil de sobreviver. Publicado em 1938, o romance acompanha uma família de retirantes sertanejos formada por Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cadela Ba
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Cristina Oliveira
há 5 dias


A Correspondente, de Virginia Evans
Uma leitura que me fez rir, me emocionou profundamente e, principalmente, me fez pensar sobre a vida, as escolhas que fazemos e as histórias que carregamos. A protagonista, Sybil van Antwerp, tem 73 anos e uma vida aparentemente comum. Aposentada, ela encontra nas cartas a melhor maneira de se conectar com o mundo e com as pessoas. E é justamente por meio delas que vamos conhecendo suas alegrias, seus medos, seus arrependimentos, suas perdas e suas relações familiares. O form
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Cristina Oliveira
17 de ago.


A Casa dos Espíritos, Isabel Allende
Alguns livros nos conquistam imediatamente. Outros precisam de tempo, insistência e algumas páginas de resistência até finalmente nos mostrar por que são considerados clássicos. A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, foi, para mim, um pouco dos dois. O romance acompanha aproximadamente cinquenta anos da história da família Trueba, atravessando três gerações de mulheres e um país que passa por profundas transformações políticas e sociais. Embora o território nunca seja nomea
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Cristina Oliveira
10 de ago.


Trevor Noah: Nascido do Crime
Em Nascido do Crime, publicado em 2016, Trevor Noah apresenta muito mais do que a própria história. Conhecido mundialmente por seu trabalho como comediante, o autor constrói uma narrativa que funciona simultaneamente como autobiografia, documento histórico e homenagem à mulher que moldou a sua vida: sua mãe. O título da obra não é uma metáfora. Trevor nasceu em 1984, durante o regime do apartheid na África do Sul, filho de uma mulher negra xhosa e de um homem branco de origem
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Cristina Oliveira
7 de ago.


Os Imortais, de Paulliny Tort
Entre a origem da linguagem e a permanência dos afetos. Os Imortais, de Paulliny Tort, é uma experiência literária singular. Ambientado no período paleolítico, o romance acompanha a trajetória de um clã de neandertais em sua luta constante pela sobrevivência. Cercados pela fome, pelas doenças, pelas intempéries e pelos perigos de um mundo hostil, uma travessia sem destino aparente, guiados pela necessidade de continuar existindo. Após um conflito com outro agrupamento, uma cr
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Cristina Oliveira
30 de jul.


O Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos
Existem livros que atravessam gerações porque contam grandes histórias. E existem aqueles que permanecem vivos porque conseguem tocar algo muito íntimo em quem os lê. O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, pertence ao segundo grupo. Considerado um clássico da literatura brasileira, é uma obra delicada, emocionante e profundamente humana, que continua atual mesmo décadas após sua publicação. Acompanhamos Zezé, um menino de apenas cinco anos que vive em uma fam
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Cristina Oliveira
27 de jul.


A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides
Alicia Berenson tinha tudo o que poderia ser considerado uma vida perfeita: era uma pintora renomada, casada com um fotógrafo bem-sucedido, e vivia em uma das regiões mais privilegiadas de Londres. Até que, em uma única noite, tudo muda. Alicia atira cinco vezes no rosto do marido e, a partir desse momento, nunca mais pronuncia uma única palavra. Seu silêncio transforma um crime brutal em um dos maiores mistérios da literatura policial contemporânea. Confesso que o início da
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Cristina Oliveira
26 de jul.


Retrato em Sépia – Isabel Allende
E, mais uma vez, Isabel Allende me mostrou por que entrou definitivamente para a minha lista de autores favoritos. Dando continuidade à história iniciada no romance anterior (Filha da Fortuna), conhecemos Aurora del Valle. Aos poucos, entre lembranças fragmentadas, segredos familiares e recordações que parecem escapar por entre os dedos, ela tenta reconstruir sua própria história e compreender quem realmente é. O que mais me encanta na escrita de Isabel Allende é a forma como
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Cristina Oliveira
16 de jul.


As Vinhas da Ira | John Steinbeck
Ambientado durante a Grande Depressão norte-americana, o romance acompanha a família Joad, expulsa de suas terras em Oklahoma pela seca e pela crise econômica. Como milhares de outras famílias, eles seguem rumo à Califórnia alimentando o sonho de uma vida digna, de trabalho e comida na mesa. Mas o que encontram pelo caminho está muito distante da promessa que lhes foi vendida. Mais do que narrar uma viagem, Steinbeck constrói uma poderosa reflexão sobre desigualdade, exploraç
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Cristina Oliveira
2 de jul.


Não é ela, de Mary Kubica
O que começa como uma viagem tranquila em um resort à beira de um lago se transforma rapidamente em um pesadelo, dando início a um thriller psicológico que me fisgou desde as primeiras páginas. Ele me deixou completamente obcecada em descobrir o que realmente havia acontecido. A história é tão intrigante que acabei devorando o livro em apenas dois dias!! E quando finalmente tudo foi revelado… Jamais teria imaginado aquele desfecho. Foi daquelas reviravoltas que nos fazem enc
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Cristina Oliveira
15 de jun.


O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Existem livros que nos obrigam a permanecer em silêncio depois da última página. Baseado em uma história real, o romance reconstrói, em ordem cronológica, a vida de um velho livreiro palestino e, ao mesmo tempo, revisita vários momentos decisivos da história da Palestina, e, por fim, a vida em Gaza. O livro preserva a memória de um povo que há décadas conhece mais a sobrevivência do que a possibilidade de viver em paz. O que mais me impressionou foi a delicadeza com que Benzi
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Cristina Oliveira
12 de jun.


Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Ler Um Defeito de Cor é atravessar uma experiência literária que vai muito além da ficção: é encarar de frente a formação do Brasil e suas feridas mais profundas. O livro se impõe como uma verdadeira aula histórica e emocional sobre a escravidão e seus desdobramentos, costurando memória, dor e identidade com uma força rara na literatura brasileira contemporânea. Acompanhamos Kehinde, nascida no início do século XIX em Savalu (atual Benin), cuja infância é interrompida por tra
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Cristina Oliveira
9 de jun.


As Mulheres-Leão de Teerã, de Marjan Kamali
É uma obra que emociona pela realidade que retrata e pela maneira delicada como transforma acontecimentos históricos em experiências profundamente humanas. A história acompanha Ellie e Homa, duas meninas que constroem uma amizade intensa, unidas por sonhos, desejos e expectativas sobre o futuro. Anos depois, já adultas, elas se reencontram em um Irã transformado por profundas mudanças políticas e sociais, onde escolhas, ressentimentos, ciúmes e uma dolorosa traição colocam à
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Cristina Oliveira
8 de jun.


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
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Cristina Oliveira
27 de mai.


Terra partida, de Clare Leslie
Terra Partida é aquele tipo de livro que começa como um drama rural silencioso e, sem que a gente perceba, se transforma numa avalanche emocional impossível de largar. A autora constrói um romance profundamente humano, daqueles que deixam o leitor completamente obcecado pelo desfecho. E talvez o mais impressionante seja justamente isso: mesmo acontecendo mil coisas ao mesmo tempo, a narrativa nunca se perde. Pelo contrário. Cada revelação aumenta ainda mais a tensão e aliment
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Cristina Oliveira
15 de mai.


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
2 de mai.


Protocolo Zero, de Anthony McCarten
É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página. A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas.
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Cristina Oliveira
29 de abr.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
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Cristina Oliveira
27 de abr.


A Casa Torta, de Agatha Christie
A casa torta foi considerada pela própria Agatha Christie como um de seus melhores livros. É aquele tipo de leitura que prende com facilidade: fluida, envolvente e com um ritmo que faz a gente querer seguir até o fim sem pausas. Desde o início, Agatha Christie constrói uma atmosfera de desconfiança constante, onde todos os personagens parecem esconder algo, e, de fato, todos têm motivos. A história gira em torno da morte de Aristide Leonides, um empresário milionário que v
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Cristina Oliveira
23 de mar.
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