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Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
há 6 dias


Um jeito de recomeçar, Filipe Salomão
A narrativa é fluida, rápida, quase silenciosa na forma como se desenrola, mas profundamente barulhenta por dentro. É um texto intimista, e é justamente aí que mora o incômodo. Porque, quando você percebe, já está completamente imersa na mente de Carol, tentando entender, ou talvez suportar, aquilo que ela se tornou após a morte de seus pais. Carol é uma protagonista que provoca irritação, desconforto, até uma certa repulsa. Há momentos em que sua crueldade parece calculada,
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Cristina Oliveira
há 7 dias


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
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Cristina Oliveira
27 de abr.


A Livreira no Fim do Mundo
1 país novo a cada mês no clube bookster✈️ Esse mês paramos em .. Nova Zelândia. A leitura de A Livreira no Fim do Mundo , de Ruth Shaw, é daquelas experiências que chegam sem alarde e, aos poucos, vão ocupando um espaço afetivo difícil de explicar, quase como uma conversa íntima, dessas que a gente não quer interromper. Desde as primeiras páginas, a narrativa se revela extremamente fluida. Ruth escreve com uma leveza que contrasta com o peso de sua própria história. E talvez
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Cristina Oliveira
17 de abr.


O vivível e o invivível
Ler O vivível e o invivível , é uma experiência que exige mais do que leitura, exige presença. É um livro que pede pausa, retorno, quase uma espécie de ruminação intelectual. Em muitos momentos, a sensação foi de estar novamente nos tempos de graduação e mestrado de filosofia, quando cada parágrafo parecia abrir um abismo de reflexão. A obra não se oferece de forma fácil. Sua linguagem é densa, conceitual, profundamente filosófica. Mas é justamente aí que reside sua potência:
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Cristina Oliveira
15 de abr.


A Vegetariana — Han Kang
Existe um tipo de livro que não se lê… se atravessa. A vegetariana é exatamente assim. Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, Han Kang constrói aqui um romance perturbador, simbólico e profundamente humano, daqueles que incomodam, provocam e não deixam a gente sair igual. A história começa com um gesto simples: Yeonghye decide parar de comer carne. Mas esse ato silencioso vira o estopim de uma ruptura muito maior , com o corpo, com a família, com o mundo e, principa
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Cristina Oliveira
13 de abr.


Nós Já Moramos Aqui, de Marcus Kliewer
Há livros que assustam pelo que mostram. Outros, pelo que insinuam. Nós Já Moramos Aqui pertence, sem dúvida, ao segundo tipo, e talvez seja isso que o torne tão inquietante. A premissa já começa desconfortável: Charlie e Eve, um casal que trabalha reformando e revendendo imóveis, compram uma antiga casa cheia de potencial. Tudo parece caminhar bem até que, certo dia, um homem aparece à porta com sua esposa e três filhos, alegando ter vivido ali décadas antes. Ele pede para
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Cristina Oliveira
6 de abr.


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento . E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”. A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir d
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Cristina Oliveira
2 de abr.


A Casa Torta, de Agatha Christie
A casa torta foi considerada pela própria Agatha Christie como um de seus melhores livros. É aquele tipo de leitura que prende com facilidade: fluida, envolvente e com um ritmo que faz a gente querer seguir até o fim sem pausas. Desde o início, Agatha Christie constrói uma atmosfera de desconfiança constante, onde todos os personagens parecem esconder algo, e, de fato, todos têm motivos. A história gira em torno da morte de Aristide Leonides, um empresário milionário que v
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Cristina Oliveira
23 de mar.


Uma Vida Bela, Virginie Grimaldi
Virginie Grimaldi se destaca por escrever histórias que mergulham no cotidiano, nas relações humanas e nos processos de amadurecimento com sensibilidade e leveza. Seus livros costumam emocionar justamente por essa capacidade de tocar o leitor de forma genuína, ao mesmo tempo em que oferecem um olhar acolhedor e, muitas vezes, esperançoso sobre os desafios da vida. Com uma escrita fluida e intimista, ela constrói uma narrativa que emociona a cada página, conduzindo a história
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Cristina Oliveira
19 de mar.


Brancura, de Jon Fosse
Brancura , de Jon Fosse Brancura é uma leitura curta, mas profundamente intensa. Um livro que não se preocupa tanto em contar uma história no sentido tradicional, mas sim em criar uma experiência para o leitor. Aqui, temos praticamente uma imersão dos sentidos na literatura. Ao se colocar imerso nas palavras sentimos a brancura, o pretume, o frio, a solidão, o instante da consciência.. A narrativa é fluida, filosófica e introspectiva, movendo-se numa atmosfera que oscila co
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Cristina Oliveira
16 de mar.


Um Oceano de Coisas Não Ditas, de Adrienne Young
É um romance que mistura mistério, dor e uma atmosfera quase sobrenatural para falar, sobretudo, sobre o luto. A história acompanha James, que desde a infância compartilha com seu irmão gêmeo, Johnny, uma conexão que vai muito além da simples proximidade entre irmãos, ela sente o que ele sente, como se suas vidas estivessem ligadas por algo invisível. Quando Johnny morre em um trágico acidente, James sabe antes mesmo de receber a notícia. E é justamente essa perda que a leva
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Cristina Oliveira
13 de mar.


Ninguém Ouve o Sangue-Elizandro Todeschini
Agradecimento: Recebi este exemplar gentilmente enviado pelo autor, Elizandro Todeschini. Muito obrigada foi uma experiência literária intensa e enriquecedora! Ninguém Ouve o Sangue é um romance curto, mas potente em reflexões. Daqueles livros que se leem rápido, capítulos breves e narrativa ágil. Ambientado em meio à ditadura militar no Brasil, o enredo constrói uma trama histórica marcada por tensão e cenas fortes, que envolvem o leitor numa espécie de adrenalina silenc
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Cristina Oliveira
3 de mar.


Verão no Aquário, de Lygia Fagundes Telles
02/12 clube bookster pelo mundo 2026 Verão no Aquário foi uma leitura desafiadora para mim. A protagonista, Raíza, vive seu verão dentro de uma bolha, lidando com uma relação complexa com a mãe, entre conflitos, ciúmes e momentos de afeto. A narrativa é introspectiva e detalhista, mostrando personagens únicos e relações transfiguradas, mas confesso que o ritmo inicial me cansou. Raíza é inconstante, mesquinha e carinhosa, irônica e vulnerável, como os seres humanos de verdad
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Cristina Oliveira
20 de fev.


Querida Konbini, de Sayaka Murata
É uma daquelas leituras que parecem simples na forma, mas profundamente inquietantes no conteúdo. A escrita é fluida, direta e quase minimalista, mas carrega uma carga reflexiva enorme. É um livro que fala de propósito, felicidade e, principalmente, das camadas invisíveis de pressão que a sociedade impõe sobre o indivíduo. A pergunta que atravessa toda a narrativa, e que não sai da cabeça depois da leitura, é: o que fazemos da nossa vida por desejo genuíno e o que fazemos ape
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Cristina Oliveira
18 de fev.


O Último Segredo - A. R. Torre
Sabe aquele thriller que você começa pensando “só mais um capítulo” e, quando percebe, já leu metade do livro? Pois é exatamente isso que acontece aqui. A escrita da A. R. Torre é extremamente fluida, envolvente e viciante, eu devorei a história em menos de dois dias, simplesmente impossível de largar. William e Cat formam um casal bem-sucedido e feliz com a vida que levam. Neena, nova funcionária da empresa de tecnologia do casal busca atrair a atenção do novo patrão. Narra
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Cristina Oliveira
15 de fev.


Com amor, mamãe | Iliana Xander
A premissa é muito instigante: Mackenzie, filha de uma escritora famosa de thrillers, retorna para casa após a morte suspeita da mãe e passa a receber cartas assinadas por ela, cheias de segredos do passado. A partir daí, a dúvida se instala. O que mais me agradou na leitura foi o quanto a história é bem amarrada. Tudo parece estar no lugar certo, sem pontas soltas, e a autora sabe exatamente como conduzir o mistério. A escrita é muito fluida, com capítulos curtinhos que torn
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Cristina Oliveira
8 de fev.


A Metamorfose, de Franz Kafka
É, sem dúvida, uma obra que carrega peso histórico e simbólico: narra a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que desperta transformado em um inseto monstruoso. A partir dessa premissa, a narrativa aborda temas densos como alienação, desumanização no trabalho e a fragilidade dos laços familiares. No entanto, confesso que minha leitura não trouxe o impacto que eu esperava. Ainda assim, a história deixa mensagens marcantes. A transformação de Gregor e a forma como sua
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Cristina Oliveira
5 de fev.


A Pérola, de John Steinbeck
Escrita em 1947, A Pérola é uma pequena obra, mas imensa em significado. Uma parábola sobre o bem e o mal que atravessam a condição humana, simbolizados por uma pérola. O que, a princípio, parece uma promessa de redenção para Kino, sua esposa Joana e o pequeno Coyotito, transforma-se lentamente em um instrumento de destruição. A força do livro está justamente no contraste cruel entre esperança e cobiça. O autor condensa nessa história simples a angústia profunda de um povo e
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Cristina Oliveira
3 de fev.


O Senhor das Moscas, de William Golding
Ele começa de forma quase tímida, mas termina como um soco no estômago. Minha experiência de leitura foi marcada por essa divisão muito clara: uma primeira metade mais lenta, por vezes arrastada, e uma segunda parte absolutamente hipnótica, cruel e impossível de ignorar. No início, o excesso de descrições pode cansar. A narrativa se detém longamente na paisagem, nos gestos e nos detalhes do cotidiano das crianças na ilha. Porém, ao considerar o contexto de publicação — 1954,
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Cristina Oliveira
31 de jan.
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