top of page


As Vinhas da Ira | John Steinbeck
Ambientado durante a Grande Depressão norte-americana, o romance acompanha a família Joad, expulsa de suas terras em Oklahoma pela seca e pela crise econômica. Como milhares de outras famílias, eles seguem rumo à Califórnia alimentando o sonho de uma vida digna, de trabalho e comida na mesa. Mas o que encontram pelo caminho está muito distante da promessa que lhes foi vendida. Mais do que narrar uma viagem, Steinbeck constrói uma poderosa reflexão sobre desigualdade, exploraç
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
há 4 dias


Tudo que deixamos inacabado, de Rebecca Yarros
Misturando romance contemporâneo, drama familiar e narrativa histórica, Tudo que Deixamos Inacabado constrói uma história sobre memória, escolhas, perdas e sobre a forma como algumas pessoas continuam influenciando nossas vidas muito tempo depois de partirem. A trama alterna entre duas histórias: no passado, acompanhamos Scarlett e Jameson em meio aos anos da guerra; no presente, conhecemos sua bisneta Georgia e Noah, o escritor encarregado de concluir o último livro deixado
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
19 de jun.


Não é ela, de Mary Kubica
O que começa como uma viagem tranquila em um resort à beira de um lago se transforma rapidamente em um pesadelo, dando início a um thriller psicológico que me fisgou desde as primeiras páginas. Ele me deixou completamente obcecada em descobrir o que realmente havia acontecido. A história é tão intrigante que acabei devorando o livro em apenas dois dias!! E quando finalmente tudo foi revelado… Jamais teria imaginado aquele desfecho. Foi daquelas reviravoltas que nos fazem enc
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
15 de jun.


O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Existem livros que nos obrigam a permanecer em silêncio depois da última página. Baseado em uma história real, o romance reconstrói, em ordem cronológica, a vida de um velho livreiro palestino e, ao mesmo tempo, revisita vários momentos decisivos da história da Palestina, e, por fim, a vida em Gaza. O livro preserva a memória de um povo que há décadas conhece mais a sobrevivência do que a possibilidade de viver em paz. O que mais me impressionou foi a delicadeza com que Benzi
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
12 de jun.


Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Ler Um Defeito de Cor é atravessar uma experiência literária que vai muito além da ficção: é encarar de frente a formação do Brasil e suas feridas mais profundas. O livro se impõe como uma verdadeira aula histórica e emocional sobre a escravidão e seus desdobramentos, costurando memória, dor e identidade com uma força rara na literatura brasileira contemporânea. Acompanhamos Kehinde, nascida no início do século XIX em Savalu (atual Benin), cuja infância é interrompida por tra
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
9 de jun.


As Mulheres-Leão de Teerã, de Marjan Kamali
É uma obra que emociona pela realidade que retrata e pela maneira delicada como transforma acontecimentos históricos em experiências profundamente humanas. A história acompanha Ellie e Homa, duas meninas que constroem uma amizade intensa, unidas por sonhos, desejos e expectativas sobre o futuro. Anos depois, já adultas, elas se reencontram em um Irã transformado por profundas mudanças políticas e sociais, onde escolhas, ressentimentos, ciúmes e uma dolorosa traição colocam à
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
8 de jun.


Sem Chance de Adeus, de Harlan Coben
A leitura é fluida e envolvente, como costuma acontecer nos livros de Coben. A narrativa avança com facilidade e desperta a curiosidade, fazendo com que o leitor queira descobrir o que realmente aconteceu e quais mistérios estão escondidos por trás da trama. Em diversos momentos, a história consegue manter o interesse e criar expectativas sobre a revelação final. No entanto, para mim, o livro não entregou o impacto que prometia. Os personagens carecem de carisma e profundidad
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
6 de jun.


Ela Seria o Rei, de Wayétu Moore
Há livros que nos apresentam um povo, uma cultura e uma forma completamente diferente de enxergar o mundo. E esse faz exatamente isso. Foi uma leitura que me marcou tanto pela riqueza de sua construção quanto pelas reflexões que despertou. Acompanhamos as trajetórias de Gbessa, June Dey e Norman Aragon, três personagens unidos por dons, ou maldições, que os tornam diferentes de todos ao seu redor. Cada um carrega uma história atravessada pela dor, pela exclusão, pela violên
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
31 de mai.


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
27 de mai.


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa
O romance mistura distopia e lirismo para construir uma narrativa profundamente melancólica sobre memória, identidade e perda. Em uma ilha governada por uma polícia secreta que controla as lembranças, objetos desaparecem sem deixar rastros, e, junto deles, desaparece também a memória afetiva que os sustentava. O mais assustador é perceber que os habitantes da ilha aceitam esses sumiços com uma passividade perturbadora, como se esquecer fosse inevitável. A protagonista, uma
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
21 de mai.


O vazio, Carlos H. Kruschewsky
O Vazio é daqueles livros curtos que carregam um peso emocional imenso. Uma leitura que mergulha nas dores humanas. O autor constrói uma narrativa melancólica e intimista, capaz de tocar justamente por sua honestidade brutal diante do sofrimento, da solidão e da tentativa de reconstrução interior. Ao acompanhar a trajetória do protagonista, somos conduzidos para dentro de um espaço psicológico sufocante. A mente humana é transformada em cenário, fazendo da angústia um lugar
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
18 de mai.


Terra partida, de Clare Leslie
Terra Partida é aquele tipo de livro que começa como um drama rural silencioso e, sem que a gente perceba, se transforma numa avalanche emocional impossível de largar. A autora constrói um romance profundamente humano, daqueles que deixam o leitor completamente obcecado pelo desfecho. E talvez o mais impressionante seja justamente isso: mesmo acontecendo mil coisas ao mesmo tempo, a narrativa nunca se perde. Pelo contrário. Cada revelação aumenta ainda mais a tensão e aliment
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
15 de mai.


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
2 de mai.


Um jeito de recomeçar, Filipe Salomão
A narrativa é fluida, rápida, quase silenciosa na forma como se desenrola, mas profundamente barulhenta por dentro. É um texto intimista, e é justamente aí que mora o incômodo. Porque, quando você percebe, já está completamente imersa na mente de Carol, tentando entender, ou talvez suportar, aquilo que ela se tornou após a morte de seus pais. Carol é uma protagonista que provoca irritação, desconforto, até uma certa repulsa. Há momentos em que sua crueldade parece calculada,
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
1 de mai.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
27 de abr.


A Livreira no Fim do Mundo
1 país novo a cada mês no clube bookster✈️ Esse mês paramos em .. Nova Zelândia. A leitura de A Livreira no Fim do Mundo , de Ruth Shaw, é daquelas experiências que chegam sem alarde e, aos poucos, vão ocupando um espaço afetivo difícil de explicar, quase como uma conversa íntima, dessas que a gente não quer interromper. Desde as primeiras páginas, a narrativa se revela extremamente fluida. Ruth escreve com uma leveza que contrasta com o peso de sua própria história. E talvez
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
17 de abr.


O vivível e o invivível
Ler O vivível e o invivível , é uma experiência que exige mais do que leitura, exige presença. É um livro que pede pausa, retorno, quase uma espécie de ruminação intelectual. Em muitos momentos, a sensação foi de estar novamente nos tempos de graduação e mestrado de filosofia, quando cada parágrafo parecia abrir um abismo de reflexão. A obra não se oferece de forma fácil. Sua linguagem é densa, conceitual, profundamente filosófica. Mas é justamente aí que reside sua potência:
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
15 de abr.


A Vegetariana — Han Kang
Existe um tipo de livro que não se lê… se atravessa. A vegetariana é exatamente assim. Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, Han Kang constrói aqui um romance perturbador, simbólico e profundamente humano, daqueles que incomodam, provocam e não deixam a gente sair igual. A história começa com um gesto simples: Yeonghye decide parar de comer carne. Mas esse ato silencioso vira o estopim de uma ruptura muito maior , com o corpo, com a família, com o mundo e, principa
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
13 de abr.


Nós Já Moramos Aqui, de Marcus Kliewer
Há livros que assustam pelo que mostram. Outros, pelo que insinuam. Nós Já Moramos Aqui pertence, sem dúvida, ao segundo tipo, e talvez seja isso que o torne tão inquietante. A premissa já começa desconfortável: Charlie e Eve, um casal que trabalha reformando e revendendo imóveis, compram uma antiga casa cheia de potencial. Tudo parece caminhar bem até que, certo dia, um homem aparece à porta com sua esposa e três filhos, alegando ter vivido ali décadas antes. Ele pede para
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
6 de abr.


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento . E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”. A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir d
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
2 de abr.
bottom of page
