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Meus amigos, de Fredrik Backman
A história começa quando uma órfã vai numa exposição de arte para ver determinado quadro e um encontro inesperado muda tudo. E começa uma linda jornada. O autor consegue traduzir sentimentos, medos, inseguranças, fragilidades e comportamentos tão humanos que, em vários momentos, tive a sensação de que ele não estava escrevendo apenas uma história, mas descrevendo pessoas reais. Pessoas que poderiam estar ao nosso lado, carregando seus próprios traumas, suas dores, seus silênc
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Cristina Oliveira
22 de ago.


A Correspondente, de Virginia Evans
Uma leitura que me fez rir, me emocionou profundamente e, principalmente, me fez pensar sobre a vida, as escolhas que fazemos e as histórias que carregamos. A protagonista, Sybil van Antwerp, tem 73 anos e uma vida aparentemente comum. Aposentada, ela encontra nas cartas a melhor maneira de se conectar com o mundo e com as pessoas. E é justamente por meio delas que vamos conhecendo suas alegrias, seus medos, seus arrependimentos, suas perdas e suas relações familiares. O form
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Cristina Oliveira
17 de ago.


Os Imortais, de Paulliny Tort
Entre a origem da linguagem e a permanência dos afetos. Os Imortais, de Paulliny Tort, é uma experiência literária singular. Ambientado no período paleolítico, o romance acompanha a trajetória de um clã de neandertais em sua luta constante pela sobrevivência. Cercados pela fome, pelas doenças, pelas intempéries e pelos perigos de um mundo hostil, uma travessia sem destino aparente, guiados pela necessidade de continuar existindo. Após um conflito com outro agrupamento, uma cr
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Cristina Oliveira
30 de jul.


Retrato em Sépia – Isabel Allende
E, mais uma vez, Isabel Allende me mostrou por que entrou definitivamente para a minha lista de autores favoritos. Dando continuidade à história iniciada no romance anterior (Filha da Fortuna), conhecemos Aurora del Valle. Aos poucos, entre lembranças fragmentadas, segredos familiares e recordações que parecem escapar por entre os dedos, ela tenta reconstruir sua própria história e compreender quem realmente é. O que mais me encanta na escrita de Isabel Allende é a forma como
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Cristina Oliveira
16 de jul.


Ponciá Vicêncio — Conceição Evaristo
É um romance breve, daqueles que se lê em poucas horas. Sua narrativa é pequena apenas na extensão; na potência, é imensa. Acompanhamos a trajetória de Ponciá desde a infância até a vida adulta, em um percurso marcado por perdas, deslocamentos e pela incessante busca por compreender quem é. Mas sua história nunca é apenas individual. A identidade da protagonista está profundamente entrelaçada à memória de sua família, especialmente à figura do avô, cuja herança simbólica atra
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Cristina Oliveira
10 de jul.


O Sítio, Marcus Barcelos
O que acontece quando um dos maiores símbolos da infância brasileira deixa de ser um lugar de fantasia e passa a abrigar nossos piores pesadelos? Em O Sítio, Marcus Barcelos transforma o universo do Sítio do Picapau Amarelo em um cenário inquietante, onde nostalgia, medo e memória caminham lado a lado. A história acompanha um homem que, na tentativa de salvar o que restou de sua família, precisa retornar ao lugar onde tudo começou, e onde tudo também se rompeu. O antigo refúg
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Cristina Oliveira
9 de jul.


Filha da Fortuna, de Isabel Allende
Em Filha da Fortuna, Isabel Allende nos apresenta Eliza Sommers, uma jovem que nasce em meio ao abandono e cresce cercada por convenções sociais, segredos e expectativas impostas pela sociedade do século XIX. A história ganha novos caminhos quando Eliza se apaixona por Joaquín Andieta, um jovem empregado da família Sommers. Com a descoberta de ouro na Califórnia, em 1849, Joaquín parte em busca da fortuna prometendo retornar para se casar com ela. Mas Eliza não é uma mulher d
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Cristina Oliveira
8 de jul.


As Vinhas da Ira | John Steinbeck
Ambientado durante a Grande Depressão norte-americana, o romance acompanha a família Joad, expulsa de suas terras em Oklahoma pela seca e pela crise econômica. Como milhares de outras famílias, eles seguem rumo à Califórnia alimentando o sonho de uma vida digna, de trabalho e comida na mesa. Mas o que encontram pelo caminho está muito distante da promessa que lhes foi vendida. Mais do que narrar uma viagem, Steinbeck constrói uma poderosa reflexão sobre desigualdade, exploraç
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Cristina Oliveira
2 de jul.


Não é ela, de Mary Kubica
O que começa como uma viagem tranquila em um resort à beira de um lago se transforma rapidamente em um pesadelo, dando início a um thriller psicológico que me fisgou desde as primeiras páginas. Ele me deixou completamente obcecada em descobrir o que realmente havia acontecido. A história é tão intrigante que acabei devorando o livro em apenas dois dias!! E quando finalmente tudo foi revelado… Jamais teria imaginado aquele desfecho. Foi daquelas reviravoltas que nos fazem enc
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Cristina Oliveira
15 de jun.


O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Existem livros que nos obrigam a permanecer em silêncio depois da última página. Baseado em uma história real, o romance reconstrói, em ordem cronológica, a vida de um velho livreiro palestino e, ao mesmo tempo, revisita vários momentos decisivos da história da Palestina, e, por fim, a vida em Gaza. O livro preserva a memória de um povo que há décadas conhece mais a sobrevivência do que a possibilidade de viver em paz. O que mais me impressionou foi a delicadeza com que Benzi
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Cristina Oliveira
12 de jun.


Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Ler Um Defeito de Cor é atravessar uma experiência literária que vai muito além da ficção: é encarar de frente a formação do Brasil e suas feridas mais profundas. O livro se impõe como uma verdadeira aula histórica e emocional sobre a escravidão e seus desdobramentos, costurando memória, dor e identidade com uma força rara na literatura brasileira contemporânea. Acompanhamos Kehinde, nascida no início do século XIX em Savalu (atual Benin), cuja infância é interrompida por tra
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Cristina Oliveira
9 de jun.


As Mulheres-Leão de Teerã, de Marjan Kamali
É uma obra que emociona pela realidade que retrata e pela maneira delicada como transforma acontecimentos históricos em experiências profundamente humanas. A história acompanha Ellie e Homa, duas meninas que constroem uma amizade intensa, unidas por sonhos, desejos e expectativas sobre o futuro. Anos depois, já adultas, elas se reencontram em um Irã transformado por profundas mudanças políticas e sociais, onde escolhas, ressentimentos, ciúmes e uma dolorosa traição colocam à
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Cristina Oliveira
8 de jun.


Amiga Genial, de Elena Ferrante
Um enredo que conseguiu retratar de forma tão honesta as desigualdades sociais e as dificuldades de ser mulher . A história acompanha Elena e Lila, duas meninas que crescem em um bairro pobre de Nápoles, cercadas por violência, limitações e poucas perspectivas de futuro. Desde cedo, ambas sonham em conquistar uma vida diferente daquela que lhes parece predestinada. No entanto, Ferrante evidencia algo que muitas vezes é ignorado nos discursos sobre meritocracia: talento e inte
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Cristina Oliveira
3 de jun.


Ela Seria o Rei, de Wayétu Moore
Há livros que nos apresentam um povo, uma cultura e uma forma completamente diferente de enxergar o mundo. E esse faz exatamente isso. Foi uma leitura que me marcou tanto pela riqueza de sua construção quanto pelas reflexões que despertou. Acompanhamos as trajetórias de Gbessa, June Dey e Norman Aragon, três personagens unidos por dons, ou maldições, que os tornam diferentes de todos ao seu redor. Cada um carrega uma história atravessada pela dor, pela exclusão, pela violên
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Cristina Oliveira
31 de mai.


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
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Cristina Oliveira
27 de mai.


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa
O romance mistura distopia e lirismo para construir uma narrativa profundamente melancólica sobre memória, identidade e perda. Em uma ilha governada por uma polícia secreta que controla as lembranças, objetos desaparecem sem deixar rastros, e, junto deles, desaparece também a memória afetiva que os sustentava. O mais assustador é perceber que os habitantes da ilha aceitam esses sumiços com uma passividade perturbadora, como se esquecer fosse inevitável. A protagonista, uma
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Cristina Oliveira
21 de mai.


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
2 de mai.


Protocolo Zero, de Anthony McCarten
É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página. A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas.
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Cristina Oliveira
29 de abr.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
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Cristina Oliveira
27 de abr.


A Vegetariana — Han Kang
Existe um tipo de livro que não se lê… se atravessa. A vegetariana é exatamente assim. Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, Han Kang constrói aqui um romance perturbador, simbólico e profundamente humano, daqueles que incomodam, provocam e não deixam a gente sair igual. A história começa com um gesto simples: Yeonghye decide parar de comer carne. Mas esse ato silencioso vira o estopim de uma ruptura muito maior , com o corpo, com a família, com o mundo e, principa
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Cristina Oliveira
13 de abr.
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