top of page


As Vinhas da Ira | John Steinbeck
Ambientado durante a Grande Depressão norte-americana, o romance acompanha a família Joad, expulsa de suas terras em Oklahoma pela seca e pela crise econômica. Como milhares de outras famílias, eles seguem rumo à Califórnia alimentando o sonho de uma vida digna, de trabalho e comida na mesa. Mas o que encontram pelo caminho está muito distante da promessa que lhes foi vendida. Mais do que narrar uma viagem, Steinbeck constrói uma poderosa reflexão sobre desigualdade, exploraç
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
há 4 dias


Não é ela, de Mary Kubica
O que começa como uma viagem tranquila em um resort à beira de um lago se transforma rapidamente em um pesadelo, dando início a um thriller psicológico que me fisgou desde as primeiras páginas. Ele me deixou completamente obcecada em descobrir o que realmente havia acontecido. A história é tão intrigante que acabei devorando o livro em apenas dois dias!! E quando finalmente tudo foi revelado… Jamais teria imaginado aquele desfecho. Foi daquelas reviravoltas que nos fazem enc
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
15 de jun.


O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Existem livros que nos obrigam a permanecer em silêncio depois da última página. Baseado em uma história real, o romance reconstrói, em ordem cronológica, a vida de um velho livreiro palestino e, ao mesmo tempo, revisita vários momentos decisivos da história da Palestina, e, por fim, a vida em Gaza. O livro preserva a memória de um povo que há décadas conhece mais a sobrevivência do que a possibilidade de viver em paz. O que mais me impressionou foi a delicadeza com que Benzi
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
12 de jun.


Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Ler Um Defeito de Cor é atravessar uma experiência literária que vai muito além da ficção: é encarar de frente a formação do Brasil e suas feridas mais profundas. O livro se impõe como uma verdadeira aula histórica e emocional sobre a escravidão e seus desdobramentos, costurando memória, dor e identidade com uma força rara na literatura brasileira contemporânea. Acompanhamos Kehinde, nascida no início do século XIX em Savalu (atual Benin), cuja infância é interrompida por tra
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
9 de jun.


As Mulheres-Leão de Teerã, de Marjan Kamali
É uma obra que emociona pela realidade que retrata e pela maneira delicada como transforma acontecimentos históricos em experiências profundamente humanas. A história acompanha Ellie e Homa, duas meninas que constroem uma amizade intensa, unidas por sonhos, desejos e expectativas sobre o futuro. Anos depois, já adultas, elas se reencontram em um Irã transformado por profundas mudanças políticas e sociais, onde escolhas, ressentimentos, ciúmes e uma dolorosa traição colocam à
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
8 de jun.


Amiga Genial, de Elena Ferrante
Um enredo que conseguiu retratar de forma tão honesta as desigualdades sociais e as dificuldades de ser mulher . A história acompanha Elena e Lila, duas meninas que crescem em um bairro pobre de Nápoles, cercadas por violência, limitações e poucas perspectivas de futuro. Desde cedo, ambas sonham em conquistar uma vida diferente daquela que lhes parece predestinada. No entanto, Ferrante evidencia algo que muitas vezes é ignorado nos discursos sobre meritocracia: talento e inte
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
3 de jun.


Ela Seria o Rei, de Wayétu Moore
Há livros que nos apresentam um povo, uma cultura e uma forma completamente diferente de enxergar o mundo. E esse faz exatamente isso. Foi uma leitura que me marcou tanto pela riqueza de sua construção quanto pelas reflexões que despertou. Acompanhamos as trajetórias de Gbessa, June Dey e Norman Aragon, três personagens unidos por dons, ou maldições, que os tornam diferentes de todos ao seu redor. Cada um carrega uma história atravessada pela dor, pela exclusão, pela violên
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
31 de mai.


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
27 de mai.


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa
O romance mistura distopia e lirismo para construir uma narrativa profundamente melancólica sobre memória, identidade e perda. Em uma ilha governada por uma polícia secreta que controla as lembranças, objetos desaparecem sem deixar rastros, e, junto deles, desaparece também a memória afetiva que os sustentava. O mais assustador é perceber que os habitantes da ilha aceitam esses sumiços com uma passividade perturbadora, como se esquecer fosse inevitável. A protagonista, uma
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
21 de mai.


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
2 de mai.


Protocolo Zero, de Anthony McCarten
É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página. A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas.
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
29 de abr.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
27 de abr.


A Vegetariana — Han Kang
Existe um tipo de livro que não se lê… se atravessa. A vegetariana é exatamente assim. Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, Han Kang constrói aqui um romance perturbador, simbólico e profundamente humano, daqueles que incomodam, provocam e não deixam a gente sair igual. A história começa com um gesto simples: Yeonghye decide parar de comer carne. Mas esse ato silencioso vira o estopim de uma ruptura muito maior , com o corpo, com a família, com o mundo e, principa
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
13 de abr.


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento . E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”. A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir d
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
2 de abr.


As heroínas - Kristin Hannah
Há livros que nos prendem pela trama. Outros, pela emoção. As Heroínas faz os dois, e faz com força. É uma leitura arrebatadora do começo ao fim, daquelas que apertam o coração. A narrativa acompanha Frankie McGrath, uma jovem que cresce ouvindo histórias dos heróis de sua família e decide que também pode ser uma, mesmo sendo mulher em um mundo que não está preparado para isso. Seu impulso a leva ao Vietnã como enfermeira do exército, e é por meio do seu olhar que conhecemos
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
22 de fev.


Querida Konbini, de Sayaka Murata
É uma daquelas leituras que parecem simples na forma, mas profundamente inquietantes no conteúdo. A escrita é fluida, direta e quase minimalista, mas carrega uma carga reflexiva enorme. É um livro que fala de propósito, felicidade e, principalmente, das camadas invisíveis de pressão que a sociedade impõe sobre o indivíduo. A pergunta que atravessa toda a narrativa, e que não sai da cabeça depois da leitura, é: o que fazemos da nossa vida por desejo genuíno e o que fazemos ape
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
18 de fev.


A Metamorfose, de Franz Kafka
É, sem dúvida, uma obra que carrega peso histórico e simbólico: narra a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que desperta transformado em um inseto monstruoso. A partir dessa premissa, a narrativa aborda temas densos como alienação, desumanização no trabalho e a fragilidade dos laços familiares. No entanto, confesso que minha leitura não trouxe o impacto que eu esperava. Ainda assim, a história deixa mensagens marcantes. A transformação de Gregor e a forma como sua
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
5 de fev.


O Senhor das Moscas, de William Golding
Ele começa de forma quase tímida, mas termina como um soco no estômago. Minha experiência de leitura foi marcada por essa divisão muito clara: uma primeira metade mais lenta, por vezes arrastada, e uma segunda parte absolutamente hipnótica, cruel e impossível de ignorar. No início, o excesso de descrições pode cansar. A narrativa se detém longamente na paisagem, nos gestos e nos detalhes do cotidiano das crianças na ilha. Porém, ao considerar o contexto de publicação — 1954,
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
31 de jan.


O Livro do Destino
O Livro do Destino – Parinoush Saniee Minha opinião Poucos livros conseguem ser tão dolorosos, necessários e comoventes ao mesmo tempo. O Livro do Destino me surpreendeu profundamente, não apenas pela força de sua protagonista, mas pela maneira como a autora entrelaça uma história íntima com cinco décadas turbulentas da história do Irã. Massoumeh é uma adolescente comum na Teerã pré-revolucionária, apaixonada pelos estudos e cheia de sonhos. Um amor juvenil, descoberto por
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
26 de jan.


Divórcio Perfeito
Que enredo intrincado. Que mente maquiavélica! Em Divórcio Perfeito , Jeneva Rose retorna à história de Sarah Morgan, dez anos após a condenação de seu primeiro marido, Adam. Agora, Sarah tenta levar uma vida estável ao lado da filha e do novo marido, Bob. Mas a calmaria dura pouco: ao descobrir uma traição, ela não perdoa, pede o divórcio. E é a partir dessa ruptura que a trama realmente começa. O que se segue é um emaranhado de intrigas, manipulações, brigas, segredos e vi
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
22 de jan.
bottom of page
