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Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
há 6 dias


Um jeito de recomeçar, Filipe Salomão
A narrativa é fluida, rápida, quase silenciosa na forma como se desenrola, mas profundamente barulhenta por dentro. É um texto intimista, e é justamente aí que mora o incômodo. Porque, quando você percebe, já está completamente imersa na mente de Carol, tentando entender, ou talvez suportar, aquilo que ela se tornou após a morte de seus pais. Carol é uma protagonista que provoca irritação, desconforto, até uma certa repulsa. Há momentos em que sua crueldade parece calculada,
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Cristina Oliveira
há 7 dias


Protocolo Zero, de Anthony McCarten
É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página. A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas.
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Cristina Oliveira
29 de abr.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
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Cristina Oliveira
27 de abr.


A Vegetariana — Han Kang
Existe um tipo de livro que não se lê… se atravessa. A vegetariana é exatamente assim. Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, Han Kang constrói aqui um romance perturbador, simbólico e profundamente humano, daqueles que incomodam, provocam e não deixam a gente sair igual. A história começa com um gesto simples: Yeonghye decide parar de comer carne. Mas esse ato silencioso vira o estopim de uma ruptura muito maior , com o corpo, com a família, com o mundo e, principa
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Cristina Oliveira
13 de abr.


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento . E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”. A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir d
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Cristina Oliveira
2 de abr.


As heroínas - Kristin Hannah
Há livros que nos prendem pela trama. Outros, pela emoção. As Heroínas faz os dois, e faz com força. É uma leitura arrebatadora do começo ao fim, daquelas que apertam o coração. A narrativa acompanha Frankie McGrath, uma jovem que cresce ouvindo histórias dos heróis de sua família e decide que também pode ser uma, mesmo sendo mulher em um mundo que não está preparado para isso. Seu impulso a leva ao Vietnã como enfermeira do exército, e é por meio do seu olhar que conhecemos
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Cristina Oliveira
22 de fev.


Querida Konbini, de Sayaka Murata
É uma daquelas leituras que parecem simples na forma, mas profundamente inquietantes no conteúdo. A escrita é fluida, direta e quase minimalista, mas carrega uma carga reflexiva enorme. É um livro que fala de propósito, felicidade e, principalmente, das camadas invisíveis de pressão que a sociedade impõe sobre o indivíduo. A pergunta que atravessa toda a narrativa, e que não sai da cabeça depois da leitura, é: o que fazemos da nossa vida por desejo genuíno e o que fazemos ape
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Cristina Oliveira
18 de fev.


A Metamorfose, de Franz Kafka
É, sem dúvida, uma obra que carrega peso histórico e simbólico: narra a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que desperta transformado em um inseto monstruoso. A partir dessa premissa, a narrativa aborda temas densos como alienação, desumanização no trabalho e a fragilidade dos laços familiares. No entanto, confesso que minha leitura não trouxe o impacto que eu esperava. Ainda assim, a história deixa mensagens marcantes. A transformação de Gregor e a forma como sua
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Cristina Oliveira
5 de fev.


O Senhor das Moscas, de William Golding
Ele começa de forma quase tímida, mas termina como um soco no estômago. Minha experiência de leitura foi marcada por essa divisão muito clara: uma primeira metade mais lenta, por vezes arrastada, e uma segunda parte absolutamente hipnótica, cruel e impossível de ignorar. No início, o excesso de descrições pode cansar. A narrativa se detém longamente na paisagem, nos gestos e nos detalhes do cotidiano das crianças na ilha. Porém, ao considerar o contexto de publicação — 1954,
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Cristina Oliveira
31 de jan.


O Livro do Destino
O Livro do Destino – Parinoush Saniee Minha opinião Poucos livros conseguem ser tão dolorosos, necessários e comoventes ao mesmo tempo. O Livro do Destino me surpreendeu profundamente, não apenas pela força de sua protagonista, mas pela maneira como a autora entrelaça uma história íntima com cinco décadas turbulentas da história do Irã. Massoumeh é uma adolescente comum na Teerã pré-revolucionária, apaixonada pelos estudos e cheia de sonhos. Um amor juvenil, descoberto por
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Cristina Oliveira
26 de jan.


Divórcio Perfeito
Que enredo intrincado. Que mente maquiavélica! Em Divórcio Perfeito , Jeneva Rose retorna à história de Sarah Morgan, dez anos após a condenação de seu primeiro marido, Adam. Agora, Sarah tenta levar uma vida estável ao lado da filha e do novo marido, Bob. Mas a calmaria dura pouco: ao descobrir uma traição, ela não perdoa, pede o divórcio. E é a partir dessa ruptura que a trama realmente começa. O que se segue é um emaranhado de intrigas, manipulações, brigas, segredos e vi
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Cristina Oliveira
22 de jan.


Os Nomes
Os Nomes , de Florence Knapp É um livro fascinante e, ao mesmo tempo, profundamente angustiante. Florence Knapp constrói um drama familiar intenso, atravessado por temas difíceis como abusos, masculinidade tóxica, silêncios impostos e escolhas feitas, ou negadas, ao longo da vida. É uma leitura que emociona, mas também aperta o peito até a última página. A premissa é original e brilhante: a partir da escolha do nome de um filho, acompanhamos três versões possíveis da mesma v
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Cristina Oliveira
20 de jan.


Eu me verei em meus olhos
Eu me verei em meus olhos , de Rim Battal Primeira leitura do clube bookster pelo mundo 2026 - @bookster @taglivros. @booksterpelomundo2026 1 país novo a cada mês✈️ Nossa primeira parada é em Marrocos. Eu me verei em meus olhos , de Rim Battal É um romance surpreendente e impossível de largar. Li numa sentada!! Sua estreia no gênero literário já rendeu o prêmio - Prix de La littérature Arabe Des Lycéens É uma leitura curta, mas profundamente impactante. Em poucas páginas, R
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Cristina Oliveira
16 de jan.


A Pele em Flor
A Pele em Flor, Vinícius Neves Mariano A Pele em Flor é um livro que incomoda. Por meio de contos curtos expõe situações atravessadas pela cor da pele, mostrando como pequenos gestos, olhares e decisões mudam completamente dependendo de quem ocupa aquele corpo. São histórias que escancaram uma verdade dura: muitas dessas violências cotidianas simplesmente não aconteceriam se a pele fosse mais clara. A leitura provoca revolta e aperto. Não há exageros nem dramatizações gratui
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Cristina Oliveira
12 de jan.


Um Estudo em Vermelho
Um Estudo em Vermelho , de Sir Arthur Conan Doyle Um Estudo em Vermelho é uma leitura fluida, divertida e cheia de mistério, que prende desde as primeiras páginas. Aqui somos apresentados à mente brilhante de Sherlock Holmes e ao olhar atento, e muito carismático, do Dr. Watson, cuja narração torna a experiência ainda mais envolvente. A construção da relação entre os dois, o início da parceria, as pequenas investigações e a química que surge naturalmente entre eles são, sem
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Cristina Oliveira
5 de jan.


Sociedade do Cansaço
Sociedade do Cansaço , de Byung-Chul Han, é um livro que incomoda, e esse talvez seja seu maior mérito. A leitura nos empurra para uma reflexão profunda sobre a lógica da sociedade performática em que vivemos, onde o excesso de cobrança já não vem de fora, mas nasce dentro de nós mesmos. Não há mais um “opressor” claramente definido: nós nos tornamos nossos próprios carrascos. Han argumenta que saímos de uma sociedade disciplinar, baseada em proibições, para uma sociedade do
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Cristina Oliveira
3 de jan.


Olhai os lírios do campo
Olhai os lírios do campo , de Érico Veríssimo, foi uma leitura surpreendente e profundamente emocionante. A escrita é fluida, mas carrega uma densidade emocional intensa, capaz de nos colocar quase dentro da mente do personagem principal. Acompanhar Eugênio é vivenciar suas dúvidas, suas incertezas e, sobretudo, o conflito constante entre ambição e valores morais. Quando jovem, sua ambição chega a soar egoísta, especialmente na forma como se relaciona com os pais, e isso torn
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Cristina Oliveira
2 de jan.


O Sabor da Esperança
O Sabor da Esperança , de Susan Wiggs Provavelmente essa será a última leitura desse ano!! E fechei com chave de ouro.. que enredo mais motivador! O Sabor da Esperança é um drama que revolta. Em muitos momentos, a leitura causa indignação diante de tantas injustiças, da misoginia escancarada, do racismo e das violências retratadas, crueldades que, infelizmente, não pertencem apenas à ficção, mas fazem parte do cotidiano. O livro expõe como poder e dinheiro são capazes de de
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Cristina Oliveira
29 de dez. de 2025


As Aviadoras, de Lorraine Heath
As Aviadoras é um romance de leitura fluida, mas de ritmo propositalmente mais lento, um ritmo que acompanha a angústia diária dos anos de guerra. A narrativa reflete o peso constante da Segunda Guerra Mundial: filhos, maridos e namorados partindo, alguns morrendo, outros retornando marcados física e emocionalmente. Nada acontece com pressa, porque o medo e a espera também não acontecem. A protagonista, Jess, é uma piloto que precisa enfrentar um mundo profundamente machista
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Cristina Oliveira
23 de dez. de 2025
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