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Ainda estou aqui ,Marcelo Rubens Paiva
Há dores que não terminam quando a tragédia acaba. Algumas delas transformam uma vida inteira em luta. Em Ainda Estou Aqui, Marcelo Rubens Paiva não conta apenas a história do desaparecimento e assassinato de seu pai, Rubens Paiva, durante a Ditadura Militar brasileira. Ele conta a história de uma família que precisou aprender a continuar vivendo depois de ser brutalmente atravessada pela violência do Estado. E, no centro dessa história, está Eunice Paiva. Uma mulher de muita
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Cristina Oliveira
há 5 dias


Teia de Mentiras , Sophie Stava
A proposta de Teia de Mentiras tinha tudo para funcionar: uma falsa enfermeira, uma família cheia de segredos, manipulação e uma trama que ainda flerta com uma ideia interessante, mulheres no topo e o fim do patriarcado. O problema é que uma boa premissa não sustenta uma história quando a execução não acompanha. E aqui, para mim, não acompanhou. O livro demora demais para acontecer. Enquanto eu esperava a história principal finalmente avançar, recebia uma quantidade enorme de
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Cristina Oliveira
15 de set.


Cachorro Velho , Teresa Cárdenas
Há livros que emocionam. Há livros que revoltam. E há aqueles que simplesmente machucam. Cachorro Velho, de Teresa Cárdenas, é desses. Narrado em primeira pessoa, o livro nos coloca dentro da memória de um homem que passou toda a vida escravizado em um engenho de açúcar. Já velho, cansado e com as lembranças se misturando ao presente, Cachorro Velho revisita uma existência marcada pela violência, pela dor e, sobretudo, pela completa negação de sua humanidade. Talvez uma das c
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Cristina Oliveira
12 de set.


Quando, Carla Madeira
É uma leitura que deixa um nó na garganta ... Primeiro livro que leio da autora, e já entendi por que sua escrita desperta tantos sentimentos. Carla Madeira escreve de forma poética, mas não suaviza a vida. Pelo contrário: sua narrativa é crua, íntima e corajosa. Ela escancara a imperfeição humana e coloca diante de nós personagens que erram, amam, traem, machucam e carregam consequências que nem sempre o tempo é capaz de apagar. Viridiana é mãe de Margarida, Valquíria e Tito
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Cristina Oliveira
9 de set.


O roubo dos pássaros, Christy Lefter
É um daqueles livros que terminam, mas não nos deixam imediatamente. Ficam o desconforto, a angústia e, principalmente, a sensação incômoda de que a realidade apresentada pela autora é muito mais próxima do que gostaríamos de admitir. Ainda mais quando se descobre que foi baseado em fatos reais!!! Ambientado no Chipre (ilha do mar mediterrâneo), o romance acompanha o desaparecimento de Nisha, uma jovem viúva que deixa sua filha, Kumari, no Sri Lanka para trabalhar como empre
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Cristina Oliveira
5 de set.


O Bem-Amado, de Dias Gomes
Que peça fantástica! Sabe aquela leitura que diverte, faz rir e, quando você percebe, está refletindo? Foi exatamente assim com O Bem-Amado. Escrita originalmente em 1962, a peça de Dias Gomes nos leva para Sucupira, uma pequena cidade do litoral baiano, onde o influente Odorico Paraguaçu decide transformar a construção de um cemitério em sua grande plataforma política. Afinal, não é todo dia que um político encontra uma obra pública tão... conveniente para sua carreira. O pr
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Cristina Oliveira
3 de set.


Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Quando sobreviver já é uma forma de resistência É uma releitura angustiante, não necessariamente pela complexidade da narrativa, mas pelo tamanho do sofrimento que encontramos em suas páginas. É um livro sobre a luta pela sobrevivência, e sobre o quanto, para algumas pessoas, viver parece ser apenas uma versão mais difícil de sobreviver. Publicado em 1938, o romance acompanha uma família de retirantes sertanejos formada por Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cadela Ba
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Cristina Oliveira
1 de set.


A Carteira, de Francesca Giannone
Itália, anos 1930. Uma pequena aldeia. Uma mulher que se recusa a caber no lugar que lhe foi determinado. Foi assim que conheci Anna, protagonista de A Carteira, de Francesca Giannone, uma personagem que, muito mais do que distribuir cartas, passa duas décadas atravessando histórias, segredos, perdas, amores e transformações. E talvez seja justamente isso que mais me encantou no livro: Anna não é uma heroína extraordinária porque realiza grandes feitos. Ela é extraordinária p
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Cristina Oliveira
27 de ago.


Meus amigos, de Fredrik Backman
A história começa quando uma órfã vai numa exposição de arte para ver determinado quadro e um encontro inesperado muda tudo. E começa uma linda jornada. O autor consegue traduzir sentimentos, medos, inseguranças, fragilidades e comportamentos tão humanos que, em vários momentos, tive a sensação de que ele não estava escrevendo apenas uma história, mas descrevendo pessoas reais. Pessoas que poderiam estar ao nosso lado, carregando seus próprios traumas, suas dores, seus silênc
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Cristina Oliveira
22 de ago.
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