A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
- há 4 horas
- 2 min de leitura

Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento. E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”.
A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir daí, acompanhamos sua jornada ao lado do inesquecível Fermín Romero de Torres, numa investigação que mistura romance, mistério e suspense, enquanto a Barcelona pré, durante e pós-Guerra Civil Espanhola ganha vida com uma atmosfera densa e melancólica.
Mas, para mim, a experiência da leitura até a metade foi… arrastado. Extremamente lento. Apesar da escrita fluida e acessível, senti que a narrativa demorava demais a avançar, como se desse voltas em torno de si mesma. Esse ritmo acabou minando meu envolvimento, aquele entusiasmo inicial foi se dissipando aos poucos.
Foi só da metade em diante que a leitura, de fato, me prendeu.
E no final a trama ganhou força, o ritmo acelerou e revelações deram sentido ao mistério construído desde o início. É aqui que o livro mostra o seu potencial, e, talvez, o motivo de tantos elogios.
E mais do que isso: o final valeu muito a pena!!
Talvez A Sombra do Vento seja um daqueles livros que encontram cada leitor em um momento diferente. E, no meu caso, a conexão demorou...mas, no finalzinho, chegou com força.
E talvez se resuma bem nessa frase que me marcou:
“Enquanto os outros lembram de nós, continuamos vivos.”
⭐⭐⭐⭐
Leia e veja o que você acha! 🥰




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