top of page

Brancura, de Jon Fosse

  • há 24 horas
  • 2 min de leitura

 Brancura, de Jon Fosse

Brancura é uma leitura curta, mas profundamente intensa. Um livro que não se preocupa tanto em contar uma história no sentido tradicional, mas sim em criar uma experiência para o leitor. Aqui, temos praticamente uma imersão dos sentidos na literatura. Ao se colocar imerso nas palavras sentimos a brancura, o pretume, o frio, a solidão, o instante da consciência.. A narrativa é fluida, filosófica e introspectiva, movendo-se numa atmosfera que oscila constantemente entre o real e o sobrenatural. É mais que uma leitura.


A trama parte de um gesto simples e inexplicável: um homem começa a dirigir sem rumo e acaba conduzindo o carro até uma floresta isolada. A noite chega, a neve começa a cair e, em vez de procurar ajuda, ele decide se aventurar pela mata escura. É ali que se depara com uma presença misteriosa: um ser de brancura reluzente.


A partir desse momento, a narrativa assume um caráter quase hipnótico. O livro se constrói num jogo constante entre claro e escuro, concreto e sublime, realidade e transcendência.


O texto é cheio de perguntas existenciais, mas curiosamente quase não apresenta pontos de interrogação. Há um ritmo próprio, quase respiratório, que nos coloca diretamente dentro da mente do protagonista, naquele instante.


Eu particularmente gosto muito de leituras que nos desafiam dessa forma. Brancura faz exatamente isso: constrói uma experiência literária singular, complexa e profundamente atmosférica.


"Continuo parado. Escuto o silêncio. (..) Essa escuridão me amedronta. Tenho medo, é simples assim."


Autor laureado com o Nobel de literatura em 2023


Um livro indicado pela Grazi do perfil @agoraliteraria_


⭐⭐⭐⭐⭐



Leia e veja o que você acha! 🥰


Comentários


bottom of page