Um jeito de recomeçar, Filipe Salomão
- há 4 dias
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A narrativa é fluida, rápida, quase silenciosa na forma como se desenrola, mas profundamente barulhenta por dentro. É um texto intimista, e é justamente aí que mora o incômodo. Porque, quando você percebe, já está completamente imersa na mente de Carol, tentando entender, ou talvez suportar, aquilo que ela se tornou após a morte de seus pais.
Carol é uma protagonista que provoca irritação, desconforto, até uma certa repulsa. Há momentos em que sua crueldade parece calculada, quase fria: ela manipula, mente, joga as pessoas umas contra as outras como se estivesse tentando reorganizar o mundo externo para dar conta do caos interno.
Em alguns momentos, surge até a dúvida: existe ali um alter ego? Ou, tudo faz parte de uma mesma consciência fragmentada, tentando sobreviver?
O que mais marca, no entanto, é a pergunta que atravessa toda a obra: até onde alguém quer arrastar os outros para dentro da própria dor?
A escrita não entrega respostas fáceis. Pelo contrário, ela nos empurra para dentro do caos mental da personagem. Em certos momentos, a leitura chega a ser sufocante.
Não é confortável. Não é acolhedor. Não tenta suavizar o que é duro. É um mergulho direto na complexidade da mente humana quando ela está ferida, e perdida.
E talvez o ponto mais honesto da sua leitura esteja exatamente nessa dúvida final: foi o luto? um surto? loucura? maldade? ou, tudo junto?
O certo é que muitas pessoas não conseguem lidar com suas dores e acabam espalhando estilhaços por onde passam.
É uma leitura que prende e incomoda. Chocante ler a maldade humana...
❤️Deixo meu agradecimento ao escritor @filipesalomao88 que gentilmente me cedeu sua obra!
Desejo muito mais sucesso!! 🥰
Disponível na Amazon e no Kindle Unlimited
⭐⭐⭐
Leia e veja o que você acha! 🥰




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