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Protocolo Zero, de Anthony McCarten

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página.


A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas. Quem chegar ao final sem ser encontrado leva o prêmio.


O ritmo do livro é muito ágil, quase cinematográfico. A escrita conduz como se a gente estivesse assistindo a uma série de ação, com cortes rápidos, tensão constante..


Mas, pra mim, o ponto de virada real acontece na parte 2. É ali que a narrativa deixa de ser apenas um “jogo” e começa a ganhar densidade. As motivações se expandem, as peças começam a se encaixar de forma mais complexa.


A Kaitlyn Day, uma bibliotecária aparentemente comum de Boston, é um dos elementos mais interessantes. Justamente por ser subestimada dentro do jogo, ela vai revelando camadas inesperadas, e isso muda completamente a dinâmica do teste. A cada página torcemos por ela..


O livro deixa o alerta sobre privacidade, dados e o quanto de nós mesmos já entregamos sem perceber.


No fim, “Protocolo Zero” não é só um thriller sobre perseguição, é também um espelho meio desconfortável do nosso tempo. E talvez por isso ele funcione tão bem: porque a ficção, aqui, não parece tão distante assim da realidade.


Se você não gosta de finais abertos, vale o aviso: ele pode não te agradar completamente nesse aspecto. Mas, se você gosta de histórias que te deixam pensando depois, esse aqui cumpre muito bem o papel.


⭐⭐⭐⭐⭐



Leia e veja o que você acha 🥰

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