

Ela Seria o Rei, de Wayétu Moore
Há livros que nos apresentam um povo, uma cultura e uma forma completamente diferente de enxergar o mundo. E esse faz exatamente isso. Foi uma leitura que me marcou tanto pela riqueza de sua construção quanto pelas reflexões que despertou. Acompanhamos as trajetórias de Gbessa, June Dey e Norman Aragon, três personagens unidos por dons, ou maldições, que os tornam diferentes de todos ao seu redor. Cada um carrega uma história atravessada pela dor, pela exclusão, pela violên
há 5 horas2 min de leitura


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
há 4 dias2 min de leitura


O país dos outros, de Leïla Slimani
A autora constrói uma narrativa que não se limita a contar a história de um casal, mas expõe com desconforto as fraturas de um mundo atravessado por colonialismo, deslocamento e relações de poder. Inspirada em parte na própria história familiar da autora, a obra mergulha em temas como identidade, racismo, diversidade religiosa e, sobretudo, na condição feminina em um cenário histórico marcado por tensões políticas e sociais no Marrocos rumo à independência. Acompanhando Mathi
22 de mai.2 min de leitura


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa
O romance mistura distopia e lirismo para construir uma narrativa profundamente melancólica sobre memória, identidade e perda. Em uma ilha governada por uma polícia secreta que controla as lembranças, objetos desaparecem sem deixar rastros, e, junto deles, desaparece também a memória afetiva que os sustentava. O mais assustador é perceber que os habitantes da ilha aceitam esses sumiços com uma passividade perturbadora, como se esquecer fosse inevitável. A protagonista, uma
21 de mai.2 min de leitura


O vazio, Carlos H. Kruschewsky
O Vazio é daqueles livros curtos que carregam um peso emocional imenso. Uma leitura que mergulha nas dores humanas. O autor constrói uma narrativa melancólica e intimista, capaz de tocar justamente por sua honestidade brutal diante do sofrimento, da solidão e da tentativa de reconstrução interior. Ao acompanhar a trajetória do protagonista, somos conduzidos para dentro de um espaço psicológico sufocante. A mente humana é transformada em cenário, fazendo da angústia um lugar
18 de mai.2 min de leitura


Terra partida, de Clare Leslie
Terra Partida é aquele tipo de livro que começa como um drama rural silencioso e, sem que a gente perceba, se transforma numa avalanche emocional impossível de largar. A autora constrói um romance profundamente humano, daqueles que deixam o leitor completamente obcecado pelo desfecho. E talvez o mais impressionante seja justamente isso: mesmo acontecendo mil coisas ao mesmo tempo, a narrativa nunca se perde. Pelo contrário. Cada revelação aumenta ainda mais a tensão e aliment
15 de mai.2 min de leitura


Minha Adorável Esposa, de Samantha Downing
A premissa é, sem dúvida, uma daquelas ideias que imediatamente despertam curiosidade: um casal aparentemente perfeito mantém o casamento vivo cometendo crimes juntos. O problema é que, para mim, a execução não conseguiu sustentar toda essa potência. O enredo até possui tensão psicológica e um clima constante de manipulação, mas em muitos momentos a narrativa parece girar em círculos. A trama demora para avançar enquanto repete situações e insinuações que acabam deixando alg
11 de mai.1 min de leitura


Um casal perfeito, de Leslie Wolfe
Leslie Wolfe constrói com habilidade uma narrativa que vai muito além do crime. O que se desenrola é uma teia sufocante de manipulação, medo e controle, onde cada gesto carrega um peso crescente. A premissa é simples: O marido de Amanda, Paul, atropela e mata alguém. Ela é a única testemunha. E, a partir desse momento, tudo se transforma. Um dos grandes acertos do livro está na alternância de perspectivas, especialmente com a presença do detetive. Isso enriquece a narrativa a
5 de mai.1 min de leitura









