

Amiga Genial, de Elena Ferrante
Um enredo que conseguiu retratar de forma tão honesta as desigualdades sociais e as dificuldades de ser mulher . A história acompanha Elena e Lila, duas meninas que crescem em um bairro pobre de Nápoles, cercadas por violência, limitações e poucas perspectivas de futuro. Desde cedo, ambas sonham em conquistar uma vida diferente daquela que lhes parece predestinada. No entanto, Ferrante evidencia algo que muitas vezes é ignorado nos discursos sobre meritocracia: talento e inte
há 2 dias


Ela Seria o Rei, de Wayétu Moore
Há livros que nos apresentam um povo, uma cultura e uma forma completamente diferente de enxergar o mundo. E esse faz exatamente isso. Foi uma leitura que me marcou tanto pela riqueza de sua construção quanto pelas reflexões que despertou. Acompanhamos as trajetórias de Gbessa, June Dey e Norman Aragon, três personagens unidos por dons, ou maldições, que os tornam diferentes de todos ao seu redor. Cada um carrega uma história atravessada pela dor, pela exclusão, pela violên
há 5 dias


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
27 de mai.


O país dos outros, de Leïla Slimani
A autora constrói uma narrativa que não se limita a contar a história de um casal, mas expõe com desconforto as fraturas de um mundo atravessado por colonialismo, deslocamento e relações de poder. Inspirada em parte na própria história familiar da autora, a obra mergulha em temas como identidade, racismo, diversidade religiosa e, sobretudo, na condição feminina em um cenário histórico marcado por tensões políticas e sociais no Marrocos rumo à independência. Acompanhando Mathi
22 de mai.


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa
O romance mistura distopia e lirismo para construir uma narrativa profundamente melancólica sobre memória, identidade e perda. Em uma ilha governada por uma polícia secreta que controla as lembranças, objetos desaparecem sem deixar rastros, e, junto deles, desaparece também a memória afetiva que os sustentava. O mais assustador é perceber que os habitantes da ilha aceitam esses sumiços com uma passividade perturbadora, como se esquecer fosse inevitável. A protagonista, uma
21 de mai.


O vazio, Carlos H. Kruschewsky
O Vazio é daqueles livros curtos que carregam um peso emocional imenso. Uma leitura que mergulha nas dores humanas. O autor constrói uma narrativa melancólica e intimista, capaz de tocar justamente por sua honestidade brutal diante do sofrimento, da solidão e da tentativa de reconstrução interior. Ao acompanhar a trajetória do protagonista, somos conduzidos para dentro de um espaço psicológico sufocante. A mente humana é transformada em cenário, fazendo da angústia um lugar
18 de mai.










