

Cachorro Velho , Teresa Cárdenas
Há livros que emocionam. Há livros que revoltam. E há aqueles que simplesmente machucam. Cachorro Velho, de Teresa Cárdenas, é desses. Narrado em primeira pessoa, o livro nos coloca dentro da memória de um homem que passou toda a vida escravizado em um engenho de açúcar. Já velho, cansado e com as lembranças se misturando ao presente, Cachorro Velho revisita uma existência marcada pela violência, pela dor e, sobretudo, pela completa negação de sua humanidade. Talvez uma das c
há 1 dia


Quando, Carla Madeira
É uma leitura que deixa um nó na garganta ... Primeiro livro que leio da autora, e já entendi por que sua escrita desperta tantos sentimentos. Carla Madeira escreve de forma poética, mas não suaviza a vida. Pelo contrário: sua narrativa é crua, íntima e corajosa. Ela escancara a imperfeição humana e coloca diante de nós personagens que erram, amam, traem, machucam e carregam consequências que nem sempre o tempo é capaz de apagar. Viridiana é mãe de Margarida, Valquíria e Tito
há 4 dias


O roubo dos pássaros, Christy Lefter
É um daqueles livros que terminam, mas não nos deixam imediatamente. Ficam o desconforto, a angústia e, principalmente, a sensação incômoda de que a realidade apresentada pela autora é muito mais próxima do que gostaríamos de admitir. Ainda mais quando se descobre que foi baseado em fatos reais!!! Ambientado no Chipre (ilha do mar mediterrâneo), o romance acompanha o desaparecimento de Nisha, uma jovem viúva que deixa sua filha, Kumari, no Sri Lanka para trabalhar como empre
5 de set.


O Bem-Amado, de Dias Gomes
Que peça fantástica! Sabe aquela leitura que diverte, faz rir e, quando você percebe, está refletindo? Foi exatamente assim com O Bem-Amado. Escrita originalmente em 1962, a peça de Dias Gomes nos leva para Sucupira, uma pequena cidade do litoral baiano, onde o influente Odorico Paraguaçu decide transformar a construção de um cemitério em sua grande plataforma política. Afinal, não é todo dia que um político encontra uma obra pública tão... conveniente para sua carreira. O pr
3 de set.


Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Quando sobreviver já é uma forma de resistência É uma releitura angustiante, não necessariamente pela complexidade da narrativa, mas pelo tamanho do sofrimento que encontramos em suas páginas. É um livro sobre a luta pela sobrevivência, e sobre o quanto, para algumas pessoas, viver parece ser apenas uma versão mais difícil de sobreviver. Publicado em 1938, o romance acompanha uma família de retirantes sertanejos formada por Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cadela Ba
1 de set.


A Carteira, de Francesca Giannone
Itália, anos 1930. Uma pequena aldeia. Uma mulher que se recusa a caber no lugar que lhe foi determinado. Foi assim que conheci Anna, protagonista de A Carteira, de Francesca Giannone, uma personagem que, muito mais do que distribuir cartas, passa duas décadas atravessando histórias, segredos, perdas, amores e transformações. E talvez seja justamente isso que mais me encantou no livro: Anna não é uma heroína extraordinária porque realiza grandes feitos. Ela é extraordinária p
27 de ago.









