

Quando, Carla Madeira
É uma leitura que deixa um nó na garganta ... Primeiro livro que leio da autora, e já entendi por que sua escrita desperta tantos sentimentos. Carla Madeira escreve de forma poética, mas não suaviza a vida. Pelo contrário: sua narrativa é crua, íntima e corajosa. Ela escancara a imperfeição humana e coloca diante de nós personagens que erram, amam, traem, machucam e carregam consequências que nem sempre o tempo é capaz de apagar. Viridiana é mãe de Margarida, Valquíria e Tito
há 17 minutos


O roubo dos pássaros, Christy Lefter
É um daqueles livros que terminam, mas não nos deixam imediatamente. Ficam o desconforto, a angústia e, principalmente, a sensação incômoda de que a realidade apresentada pela autora é muito mais próxima do que gostaríamos de admitir. Ainda mais quando se descobre que foi baseado em fatos reais!!! Ambientado no Chipre (ilha do mar mediterrâneo), o romance acompanha o desaparecimento de Nisha, uma jovem viúva que deixa sua filha, Kumari, no Sri Lanka para trabalhar como empre
há 4 dias


O Bem-Amado, de Dias Gomes
Que peça fantástica! Sabe aquela leitura que diverte, faz rir e, quando você percebe, está refletindo? Foi exatamente assim com O Bem-Amado. Escrita originalmente em 1962, a peça de Dias Gomes nos leva para Sucupira, uma pequena cidade do litoral baiano, onde o influente Odorico Paraguaçu decide transformar a construção de um cemitério em sua grande plataforma política. Afinal, não é todo dia que um político encontra uma obra pública tão... conveniente para sua carreira. O pr
há 6 dias


Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Quando sobreviver já é uma forma de resistência É uma releitura angustiante, não necessariamente pela complexidade da narrativa, mas pelo tamanho do sofrimento que encontramos em suas páginas. É um livro sobre a luta pela sobrevivência, e sobre o quanto, para algumas pessoas, viver parece ser apenas uma versão mais difícil de sobreviver. Publicado em 1938, o romance acompanha uma família de retirantes sertanejos formada por Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cadela Ba
1 de set.


A Carteira, de Francesca Giannone
Itália, anos 1930. Uma pequena aldeia. Uma mulher que se recusa a caber no lugar que lhe foi determinado. Foi assim que conheci Anna, protagonista de A Carteira, de Francesca Giannone, uma personagem que, muito mais do que distribuir cartas, passa duas décadas atravessando histórias, segredos, perdas, amores e transformações. E talvez seja justamente isso que mais me encantou no livro: Anna não é uma heroína extraordinária porque realiza grandes feitos. Ela é extraordinária p
27 de ago.


Meus amigos, de Fredrik Backman
A história começa quando uma órfã vai numa exposição de arte para ver determinado quadro e um encontro inesperado muda tudo. E começa uma linda jornada. O autor consegue traduzir sentimentos, medos, inseguranças, fragilidades e comportamentos tão humanos que, em vários momentos, tive a sensação de que ele não estava escrevendo apenas uma história, mas descrevendo pessoas reais. Pessoas que poderiam estar ao nosso lado, carregando seus próprios traumas, suas dores, seus silênc
22 de ago.









