As heroínas - Kristin Hannah
- há 13 horas
- 2 min de leitura

Há livros que nos prendem pela trama. Outros, pela emoção. As Heroínas faz os dois, e faz com força. É uma leitura arrebatadora do começo ao fim, daquelas que apertam o coração.
A narrativa acompanha Frankie McGrath, uma jovem que cresce ouvindo histórias dos heróis de sua família e decide que também pode ser uma, mesmo sendo mulher em um mundo que não está preparado para isso. Seu impulso a leva ao Vietnã como enfermeira do exército, e é por meio do seu olhar que conhecemos, em detalhes dolorosos, os horrores da guerra. Não apenas o sofrimento dos soldados, mas também o dos profissionais de saúde, que viviam entre o dever de salvar vidas e o peso insuportável de testemunhar a destruição diária.
O retorno para casa é, talvez, ainda mais devastador. O silêncio. O julgamento. A invisibilidade. Frankie serviu, sofreu, salvou vidas, mas não é reconhecida como veterana. Sua dor não encontra espaço, sua coragem não encontra voz. E isso dói em quem lê, porque revela uma verdade incômoda: a história nem sempre lembra de todos os seus heróis, especialmente quando são mulheres.
O livro lida com os traumas profundos da Guerra do Vietnã, mostrando como eles se infiltram no corpo, na mente e na alma. Não há retorno completo possível. Há apenas sobrevivência. Como diz uma das frases mais marcantes da obra: “Você sobrevivia um dia de cada vez, do jeito que fosse possível.”
Mais do que um romance sobre guerra, este é um livro sobre memória, reconhecimento e apagamento. Sobre mulheres que estiveram lá, que enfrentaram o horror, que salvaram vidas, e que, ainda assim, foram esquecidas pela própria história.
Li com o coração apertado e terminei com um sentimento profundo de admiração. Porque As Heroínas não é apenas ficção, é também um gesto de reparação. Uma forma de dar voz àquelas que foram silenciadas.
⭐⭐⭐⭐⭐
Leia e veja o que você acha! 🥰




Comentários