A Pérola, de John Steinbeck
- Cristina Oliveira
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- há 42 minutos
- 1 min de leitura

Escrita em 1947, A Pérola é uma pequena obra, mas imensa em significado. Uma parábola sobre o bem e o mal que atravessam a condição humana, simbolizados por uma pérola. O que, a princípio, parece uma promessa de redenção para Kino, sua esposa Joana e o pequeno Coyotito, transforma-se lentamente em um instrumento de destruição.
A força do livro está justamente no contraste cruel entre esperança e cobiça. O autor condensa nessa história simples a angústia profunda de um povo explorado, aprisionado em um sistema que não permite ascensão social real. Kino não é punido por cometer um crime, mas por ousar sonhar.
A pérola não corrompe apenas indivíduos, ela expõe a podridão de um sistema inteiro. Como diz o próprio livro: “A essência da pérola se misturou à essência dos homens e então um resíduo negro se precipitou.” Essa frase resume com precisão o coração da obra: quando o sonho de riqueza encontra um mundo desigual, o que sobra não é luz, mas sombra.
O enredo é carregado de tensão, opressão e medo, mas também de um fio tênue de esperança que nos mantém presos à leitura.
É uma leitura rápida, mas que ecoa por muito tempo depois da última página. É um enredo amargo e profundamente humano. Reflexão: A riqueza, ou a cobiça, revela quem somos ou nos transforma?! Recomendo com certeza.
⭐⭐⭐⭐⭐
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