Sociedade do Cansaço
- Cristina Oliveira
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- 3 de jan.
- 1 min de leitura

Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, é um livro que incomoda, e esse talvez seja seu maior mérito. A leitura nos empurra para uma reflexão profunda sobre a lógica da sociedade performática em que vivemos, onde o excesso de cobrança já não vem de fora, mas nasce dentro de nós mesmos. Não há mais um “opressor” claramente definido: nós nos tornamos nossos próprios carrascos.
Han argumenta que saímos de uma sociedade disciplinar, baseada em proibições, para uma sociedade do desempenho, onde tudo é possível, e justamente por isso, tudo se torna obrigatório. Produzir, render, ser eficiente, feliz, bem-sucedido. O resultado dessa auto exploração constante chega inevitavelmente em forma de depressão, ansiedade, burnout e outras mazelas tão comuns no nosso tempo.
Apesar da relevância do tema e da atualidade quase assustadora de suas reflexões, a leitura não é simples. O texto é denso, filosófico e carregado de termos acadêmicos, o que pode tornar a experiência árida e cansativa para quem não está familiarizado com esse tipo de linguagem.
Por outro lado, é um livro curto, mas que deixa ecos profundos mesmo após o fim. Não é uma leitura confortável, nem feita para entreter, mas para provocar. Sociedade do Cansaço funciona como um espelho desconfortável da nossa rotina, e talvez, justamente por isso, seja tão necessário.
⭐⭐⭐⭐
Leia e veja o que você acha! 🥰
Maratona da virada @vivolendothrillers






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