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Terra partida, de Clare Leslie
Terra Partida é aquele tipo de livro que começa como um drama rural silencioso e, sem que a gente perceba, se transforma numa avalanche emocional impossível de largar. A autora constrói um romance profundamente humano, daqueles que deixam o leitor completamente obcecado pelo desfecho. E talvez o mais impressionante seja justamente isso: mesmo acontecendo mil coisas ao mesmo tempo, a narrativa nunca se perde. Pelo contrário. Cada revelação aumenta ainda mais a tensão e aliment
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Cristina Oliveira
15 de mai.


Minha Adorável Esposa, de Samantha Downing
A premissa é, sem dúvida, uma daquelas ideias que imediatamente despertam curiosidade: um casal aparentemente perfeito mantém o casamento vivo cometendo crimes juntos. O problema é que, para mim, a execução não conseguiu sustentar toda essa potência. O enredo até possui tensão psicológica e um clima constante de manipulação, mas em muitos momentos a narrativa parece girar em círculos. A trama demora para avançar enquanto repete situações e insinuações que acabam deixando alg
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Cristina Oliveira
11 de mai.


Um casal perfeito, de Leslie Wolfe
Leslie Wolfe constrói com habilidade uma narrativa que vai muito além do crime. O que se desenrola é uma teia sufocante de manipulação, medo e controle, onde cada gesto carrega um peso crescente. A premissa é simples: O marido de Amanda, Paul, atropela e mata alguém. Ela é a única testemunha. E, a partir desse momento, tudo se transforma. Um dos grandes acertos do livro está na alternância de perspectivas, especialmente com a presença do detetive. Isso enriquece a narrativa a
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Cristina Oliveira
5 de mai.


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
2 de mai.


Um jeito de recomeçar, Filipe Salomão
A narrativa é fluida, rápida, quase silenciosa na forma como se desenrola, mas profundamente barulhenta por dentro. É um texto intimista, e é justamente aí que mora o incômodo. Porque, quando você percebe, já está completamente imersa na mente de Carol, tentando entender, ou talvez suportar, aquilo que ela se tornou após a morte de seus pais. Carol é uma protagonista que provoca irritação, desconforto, até uma certa repulsa. Há momentos em que sua crueldade parece calculada,
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Cristina Oliveira
1 de mai.


Protocolo Zero, de Anthony McCarten
É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página. A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas.
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Cristina Oliveira
29 de abr.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
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Cristina Oliveira
27 de abr.


Insolitudes - Tiago Feijó
A leitura de Insolitudes , de Tiago Feijó, é daquelas experiências que se constroem no detalhe, e que, quando a gente percebe, já deixaram marcas. Trata-se de uma coletânea de pequenos contos, em que o cotidiano é atravessado por acontecimentos incomuns, às vezes discretos, às vezes profundamente perturbadores. São situações curiosas ou até extravagantes que rompem a normalidade e revelam algo essencial sobre quem as vive. O livro, embora breve, é dividido em duas partes: uma
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Cristina Oliveira
20 de abr.


A Livreira no Fim do Mundo
1 país novo a cada mês no clube bookster✈️ Esse mês paramos em .. Nova Zelândia. A leitura de A Livreira no Fim do Mundo , de Ruth Shaw, é daquelas experiências que chegam sem alarde e, aos poucos, vão ocupando um espaço afetivo difícil de explicar, quase como uma conversa íntima, dessas que a gente não quer interromper. Desde as primeiras páginas, a narrativa se revela extremamente fluida. Ruth escreve com uma leveza que contrasta com o peso de sua própria história. E talvez
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Cristina Oliveira
17 de abr.
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