top of page


O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Existem livros que nos obrigam a permanecer em silêncio depois da última página. Baseado em uma história real, o romance reconstrói, em ordem cronológica, a vida de um velho livreiro palestino e, ao mesmo tempo, revisita vários momentos decisivos da história da Palestina, e, por fim, a vida em Gaza. O livro preserva a memória de um povo que há décadas conhece mais a sobrevivência do que a possibilidade de viver em paz. O que mais me impressionou foi a delicadeza com que Benzi
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
12 de jun.


Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Ler Um Defeito de Cor é atravessar uma experiência literária que vai muito além da ficção: é encarar de frente a formação do Brasil e suas feridas mais profundas. O livro se impõe como uma verdadeira aula histórica e emocional sobre a escravidão e seus desdobramentos, costurando memória, dor e identidade com uma força rara na literatura brasileira contemporânea. Acompanhamos Kehinde, nascida no início do século XIX em Savalu (atual Benin), cuja infância é interrompida por tra
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
9 de jun.


As Mulheres-Leão de Teerã, de Marjan Kamali
É uma obra que emociona pela realidade que retrata e pela maneira delicada como transforma acontecimentos históricos em experiências profundamente humanas. A história acompanha Ellie e Homa, duas meninas que constroem uma amizade intensa, unidas por sonhos, desejos e expectativas sobre o futuro. Anos depois, já adultas, elas se reencontram em um Irã transformado por profundas mudanças políticas e sociais, onde escolhas, ressentimentos, ciúmes e uma dolorosa traição colocam à
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
8 de jun.


Sem Chance de Adeus, de Harlan Coben
A leitura é fluida e envolvente, como costuma acontecer nos livros de Coben. A narrativa avança com facilidade e desperta a curiosidade, fazendo com que o leitor queira descobrir o que realmente aconteceu e quais mistérios estão escondidos por trás da trama. Em diversos momentos, a história consegue manter o interesse e criar expectativas sobre a revelação final. No entanto, para mim, o livro não entregou o impacto que prometia. Os personagens carecem de carisma e profundidad
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
6 de jun.


Amiga Genial, de Elena Ferrante
Um enredo que conseguiu retratar de forma tão honesta as desigualdades sociais e as dificuldades de ser mulher . A história acompanha Elena e Lila, duas meninas que crescem em um bairro pobre de Nápoles, cercadas por violência, limitações e poucas perspectivas de futuro. Desde cedo, ambas sonham em conquistar uma vida diferente daquela que lhes parece predestinada. No entanto, Ferrante evidencia algo que muitas vezes é ignorado nos discursos sobre meritocracia: talento e inte
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
3 de jun.


Ela Seria o Rei, de Wayétu Moore
Há livros que nos apresentam um povo, uma cultura e uma forma completamente diferente de enxergar o mundo. E esse faz exatamente isso. Foi uma leitura que me marcou tanto pela riqueza de sua construção quanto pelas reflexões que despertou. Acompanhamos as trajetórias de Gbessa, June Dey e Norman Aragon, três personagens unidos por dons, ou maldições, que os tornam diferentes de todos ao seu redor. Cada um carrega uma história atravessada pela dor, pela exclusão, pela violên
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
31 de mai.


Violeta, de Isabel Allende
Eu não estava preparada para ser tão tocada por essa história. Com uma escrita elegante, sensível e profundamente humana, Allende nos conduz pelos cem anos de vida de Violeta del Valle, uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola e morre em meio à pandemia da covid-19, em 2020. Entre esses dois marcos históricos, existe uma vida inteira atravessada por amores, perdas, ditaduras, transformações sociais, paixões arrebatadoras e cicatrizes que moldam não apenas um
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
27 de mai.


O país dos outros, de Leïla Slimani
A autora constrói uma narrativa que não se limita a contar a história de um casal, mas expõe com desconforto as fraturas de um mundo atravessado por colonialismo, deslocamento e relações de poder. Inspirada em parte na própria história familiar da autora, a obra mergulha em temas como identidade, racismo, diversidade religiosa e, sobretudo, na condição feminina em um cenário histórico marcado por tensões políticas e sociais no Marrocos rumo à independência. Acompanhando Mathi
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
22 de mai.


A Polícia da Memória, de Yoko Ogawa
O romance mistura distopia e lirismo para construir uma narrativa profundamente melancólica sobre memória, identidade e perda. Em uma ilha governada por uma polícia secreta que controla as lembranças, objetos desaparecem sem deixar rastros, e, junto deles, desaparece também a memória afetiva que os sustentava. O mais assustador é perceber que os habitantes da ilha aceitam esses sumiços com uma passividade perturbadora, como se esquecer fosse inevitável. A protagonista, uma
-2.jpg/v1/fill/w_320,h_320/file.jpg)
Cristina Oliveira
21 de mai.
bottom of page
