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Minha Adorável Esposa, de Samantha Downing
A premissa é, sem dúvida, uma daquelas ideias que imediatamente despertam curiosidade: um casal aparentemente perfeito mantém o casamento vivo cometendo crimes juntos. O problema é que, para mim, a execução não conseguiu sustentar toda essa potência. O enredo até possui tensão psicológica e um clima constante de manipulação, mas em muitos momentos a narrativa parece girar em círculos. A trama demora para avançar enquanto repete situações e insinuações que acabam deixando alg
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Cristina Oliveira
há 2 dias


Maior que o Céu, de Virginie Grimaldi
É como entrar numa conversa íntima, daquelas que começam com um sorriso meio torto e, quando você percebe, já tocaram fundo em algo que ainda estava sensível. A narrativa é fluida, mas não se engane: por trás dessa leveza aparente, existe uma densidade emocional muito bem construída. O humor, muitas vezes sarcástico, ácido na medida certa, não suaviza a dor; ele a acompanha, como um mecanismo de sobrevivência. Elsa e Vincent se encontram numa sala de espera da terapia. Ela,
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Cristina Oliveira
2 de mai.


Um jeito de recomeçar, Filipe Salomão
A narrativa é fluida, rápida, quase silenciosa na forma como se desenrola, mas profundamente barulhenta por dentro. É um texto intimista, e é justamente aí que mora o incômodo. Porque, quando você percebe, já está completamente imersa na mente de Carol, tentando entender, ou talvez suportar, aquilo que ela se tornou após a morte de seus pais. Carol é uma protagonista que provoca irritação, desconforto, até uma certa repulsa. Há momentos em que sua crueldade parece calculada,
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Cristina Oliveira
1 de mai.


Protocolo Zero, de Anthony McCarten
É daqueles thrillers que te pegam pela velocidade… e não te soltam nem depois da última página. A premissa já nasce inquietante: uma tecnologia de vigilância capaz de localizar qualquer pessoa no mundo, criada em parceria entre a CIA e o gênio Cy Baxter. A chamada Iniciativa Fusão promete ser o auge da segurança nacional, mas, para ser validada, precisa passar por um teste extremo: dez pessoas tem que desaparecer por 30 dias, sendo caçadas por equipes altamente tecnológicas.
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Cristina Oliveira
29 de abr.


Devoradores de Estrelas, Andy Weir
Como disse a @oquevailerhoje (obrigada pela indicação) ...É o tipo de história que dá vontade de sair indicando para todo mundo!! Porque, embora seja uma ficção científica, existe nela uma delicadeza emocional tão grande que ultrapassa qualquer barreira, uma história sobre conexão, sobre vínculo, sobre amizade. Desde as primeiras páginas, somos lançados ao desconhecido junto com Ryland Grace. Um professor de biologia do ensino médio, alguém comum, com conhecimento, sim, mas
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Cristina Oliveira
27 de abr.


A Livreira no Fim do Mundo
1 país novo a cada mês no clube bookster✈️ Esse mês paramos em .. Nova Zelândia. A leitura de A Livreira no Fim do Mundo , de Ruth Shaw, é daquelas experiências que chegam sem alarde e, aos poucos, vão ocupando um espaço afetivo difícil de explicar, quase como uma conversa íntima, dessas que a gente não quer interromper. Desde as primeiras páginas, a narrativa se revela extremamente fluida. Ruth escreve com uma leveza que contrasta com o peso de sua própria história. E talvez
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Cristina Oliveira
17 de abr.


O vivível e o invivível
Ler O vivível e o invivível , é uma experiência que exige mais do que leitura, exige presença. É um livro que pede pausa, retorno, quase uma espécie de ruminação intelectual. Em muitos momentos, a sensação foi de estar novamente nos tempos de graduação e mestrado de filosofia, quando cada parágrafo parecia abrir um abismo de reflexão. A obra não se oferece de forma fácil. Sua linguagem é densa, conceitual, profundamente filosófica. Mas é justamente aí que reside sua potência:
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Cristina Oliveira
15 de abr.


A Vegetariana — Han Kang
Existe um tipo de livro que não se lê… se atravessa. A vegetariana é exatamente assim. Vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024, Han Kang constrói aqui um romance perturbador, simbólico e profundamente humano, daqueles que incomodam, provocam e não deixam a gente sair igual. A história começa com um gesto simples: Yeonghye decide parar de comer carne. Mas esse ato silencioso vira o estopim de uma ruptura muito maior , com o corpo, com a família, com o mundo e, principa
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Cristina Oliveira
13 de abr.


Eu que nunca conheci os homens, Jacqueline Harpman
É uma leitura que não te acolhe, ela te atravessa. E faz isso com uma delicadeza quase cruel. A narrativa acompanha uma protagonista profundamente solitária desde o início: uma menina que cresce em confinamento, ao lado de outras 39 mulheres, vigiadas por guardas, sem passado, sem referências, sem mundo. E quando, de forma abrupta, os portões se abrem e os guardas desaparecem, o que poderia soar como libertação se transforma em algo ainda mais inquietante :a liberdade despida
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Cristina Oliveira
9 de abr.


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento . E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”. A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir d
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Cristina Oliveira
2 de abr.


A Casa Torta, de Agatha Christie
A casa torta foi considerada pela própria Agatha Christie como um de seus melhores livros. É aquele tipo de leitura que prende com facilidade: fluida, envolvente e com um ritmo que faz a gente querer seguir até o fim sem pausas. Desde o início, Agatha Christie constrói uma atmosfera de desconfiança constante, onde todos os personagens parecem esconder algo, e, de fato, todos têm motivos. A história gira em torno da morte de Aristide Leonides, um empresário milionário que v
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Cristina Oliveira
23 de mar.


Uma Vida Bela, Virginie Grimaldi
Virginie Grimaldi se destaca por escrever histórias que mergulham no cotidiano, nas relações humanas e nos processos de amadurecimento com sensibilidade e leveza. Seus livros costumam emocionar justamente por essa capacidade de tocar o leitor de forma genuína, ao mesmo tempo em que oferecem um olhar acolhedor e, muitas vezes, esperançoso sobre os desafios da vida. Com uma escrita fluida e intimista, ela constrói uma narrativa que emociona a cada página, conduzindo a história
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Cristina Oliveira
19 de mar.


Brancura, de Jon Fosse
Brancura , de Jon Fosse Brancura é uma leitura curta, mas profundamente intensa. Um livro que não se preocupa tanto em contar uma história no sentido tradicional, mas sim em criar uma experiência para o leitor. Aqui, temos praticamente uma imersão dos sentidos na literatura. Ao se colocar imerso nas palavras sentimos a brancura, o pretume, o frio, a solidão, o instante da consciência.. A narrativa é fluida, filosófica e introspectiva, movendo-se numa atmosfera que oscila co
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Cristina Oliveira
16 de mar.


Um Oceano de Coisas Não Ditas, de Adrienne Young
É um romance que mistura mistério, dor e uma atmosfera quase sobrenatural para falar, sobretudo, sobre o luto. A história acompanha James, que desde a infância compartilha com seu irmão gêmeo, Johnny, uma conexão que vai muito além da simples proximidade entre irmãos, ela sente o que ele sente, como se suas vidas estivessem ligadas por algo invisível. Quando Johnny morre em um trágico acidente, James sabe antes mesmo de receber a notícia. E é justamente essa perda que a leva
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Cristina Oliveira
13 de mar.


O clube do livro mortal - Lyn Liao Butler
Ele começa com uma proposta interessante, mas minha experiência de leitura não foi o que eu esperava. O enredo gira em torno de um grupo de pessoas que se reúnem em um clube do livro, mas logo se vê envolvido em mistérios e acontecimentos suspeitos, gerando uma trama de suspense que mistura segredos, intrigas e relações complexas entre os membros. Apesar da premissa instigar logo no início, após as primeiras páginas surge uma sensação de confusão: são muitas personagens apres
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Cristina Oliveira
6 de mar.


Ninguém Ouve o Sangue-Elizandro Todeschini
Agradecimento: Recebi este exemplar gentilmente enviado pelo autor, Elizandro Todeschini. Muito obrigada foi uma experiência literária intensa e enriquecedora! Ninguém Ouve o Sangue é um romance curto, mas potente em reflexões. Daqueles livros que se leem rápido, capítulos breves e narrativa ágil. Ambientado em meio à ditadura militar no Brasil, o enredo constrói uma trama histórica marcada por tensão e cenas fortes, que envolvem o leitor numa espécie de adrenalina silenc
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Cristina Oliveira
3 de mar.


Um, Nenhum e Cem Mil, de Luigi Pirandello
Pirandello mergulha na questão inquietante do ser visto pelo olhar do outro e de como isso nos afeta estruturalmente. Afinal, somos o que pensamos ser… ou aquilo que os outros enxergam? O ponto de partida é quase banal: um comentário despretensioso da esposa sobre o nariz de Vitangelo Moscarda. Mas esse detalhe mínimo provoca a ruptura do centro da sua unidade individual. A partir daí, instala-se a crise: a imagem que os outros têm dele não coincide com a sua própria. E então
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Cristina Oliveira
25 de fev.


As heroínas - Kristin Hannah
Há livros que nos prendem pela trama. Outros, pela emoção. As Heroínas faz os dois, e faz com força. É uma leitura arrebatadora do começo ao fim, daquelas que apertam o coração. A narrativa acompanha Frankie McGrath, uma jovem que cresce ouvindo histórias dos heróis de sua família e decide que também pode ser uma, mesmo sendo mulher em um mundo que não está preparado para isso. Seu impulso a leva ao Vietnã como enfermeira do exército, e é por meio do seu olhar que conhecemos
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Cristina Oliveira
22 de fev.


Verão no Aquário, de Lygia Fagundes Telles
02/12 clube bookster pelo mundo 2026 Verão no Aquário foi uma leitura desafiadora para mim. A protagonista, Raíza, vive seu verão dentro de uma bolha, lidando com uma relação complexa com a mãe, entre conflitos, ciúmes e momentos de afeto. A narrativa é introspectiva e detalhista, mostrando personagens únicos e relações transfiguradas, mas confesso que o ritmo inicial me cansou. Raíza é inconstante, mesquinha e carinhosa, irônica e vulnerável, como os seres humanos de verdad
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Cristina Oliveira
20 de fev.


Querida Konbini, de Sayaka Murata
É uma daquelas leituras que parecem simples na forma, mas profundamente inquietantes no conteúdo. A escrita é fluida, direta e quase minimalista, mas carrega uma carga reflexiva enorme. É um livro que fala de propósito, felicidade e, principalmente, das camadas invisíveis de pressão que a sociedade impõe sobre o indivíduo. A pergunta que atravessa toda a narrativa, e que não sai da cabeça depois da leitura, é: o que fazemos da nossa vida por desejo genuíno e o que fazemos ape
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Cristina Oliveira
18 de fev.
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