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Eu que nunca conheci os homens, Jacqueline Harpman
É uma leitura que não te acolhe, ela te atravessa. E faz isso com uma delicadeza quase cruel. A narrativa acompanha uma protagonista profundamente solitária desde o início: uma menina que cresce em confinamento, ao lado de outras 39 mulheres, vigiadas por guardas, sem passado, sem referências, sem mundo. E quando, de forma abrupta, os portões se abrem e os guardas desaparecem, o que poderia soar como libertação se transforma em algo ainda mais inquietante :a liberdade despida
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Cristina Oliveira
9 de abr.


A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Existe um certo peso quando lemos um livro tão amplamente elogiado quanto A Sombra do Vento . E, confesso: até a metade do livro a sensação que ficou comigo foi estranha, quase como se eu tivesse lendo “errado”. A história nos apresenta Daniel Sempere, filho de um livreiro, que é iniciado no misterioso Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar que, por si só, já carrega um fascínio irresistível. Lá, ele encontra um livro que mudará sua vida: a obra de Julián Carax. A partir d
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Cristina Oliveira
2 de abr.


A Casa Torta, de Agatha Christie
A casa torta foi considerada pela própria Agatha Christie como um de seus melhores livros. É aquele tipo de leitura que prende com facilidade: fluida, envolvente e com um ritmo que faz a gente querer seguir até o fim sem pausas. Desde o início, Agatha Christie constrói uma atmosfera de desconfiança constante, onde todos os personagens parecem esconder algo, e, de fato, todos têm motivos. A história gira em torno da morte de Aristide Leonides, um empresário milionário que v
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Cristina Oliveira
23 de mar.


Uma Vida Bela, Virginie Grimaldi
Virginie Grimaldi se destaca por escrever histórias que mergulham no cotidiano, nas relações humanas e nos processos de amadurecimento com sensibilidade e leveza. Seus livros costumam emocionar justamente por essa capacidade de tocar o leitor de forma genuína, ao mesmo tempo em que oferecem um olhar acolhedor e, muitas vezes, esperançoso sobre os desafios da vida. Com uma escrita fluida e intimista, ela constrói uma narrativa que emociona a cada página, conduzindo a história
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Cristina Oliveira
19 de mar.


Brancura, de Jon Fosse
Brancura , de Jon Fosse Brancura é uma leitura curta, mas profundamente intensa. Um livro que não se preocupa tanto em contar uma história no sentido tradicional, mas sim em criar uma experiência para o leitor. Aqui, temos praticamente uma imersão dos sentidos na literatura. Ao se colocar imerso nas palavras sentimos a brancura, o pretume, o frio, a solidão, o instante da consciência.. A narrativa é fluida, filosófica e introspectiva, movendo-se numa atmosfera que oscila co
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Cristina Oliveira
16 de mar.


Um Oceano de Coisas Não Ditas, de Adrienne Young
É um romance que mistura mistério, dor e uma atmosfera quase sobrenatural para falar, sobretudo, sobre o luto. A história acompanha James, que desde a infância compartilha com seu irmão gêmeo, Johnny, uma conexão que vai muito além da simples proximidade entre irmãos, ela sente o que ele sente, como se suas vidas estivessem ligadas por algo invisível. Quando Johnny morre em um trágico acidente, James sabe antes mesmo de receber a notícia. E é justamente essa perda que a leva
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Cristina Oliveira
13 de mar.


O clube do livro mortal - Lyn Liao Butler
Ele começa com uma proposta interessante, mas minha experiência de leitura não foi o que eu esperava. O enredo gira em torno de um grupo de pessoas que se reúnem em um clube do livro, mas logo se vê envolvido em mistérios e acontecimentos suspeitos, gerando uma trama de suspense que mistura segredos, intrigas e relações complexas entre os membros. Apesar da premissa instigar logo no início, após as primeiras páginas surge uma sensação de confusão: são muitas personagens apres
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Cristina Oliveira
6 de mar.


Ninguém Ouve o Sangue-Elizandro Todeschini
Agradecimento: Recebi este exemplar gentilmente enviado pelo autor, Elizandro Todeschini. Muito obrigada foi uma experiência literária intensa e enriquecedora! Ninguém Ouve o Sangue é um romance curto, mas potente em reflexões. Daqueles livros que se leem rápido, capítulos breves e narrativa ágil. Ambientado em meio à ditadura militar no Brasil, o enredo constrói uma trama histórica marcada por tensão e cenas fortes, que envolvem o leitor numa espécie de adrenalina silenc
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Cristina Oliveira
3 de mar.


Um, Nenhum e Cem Mil, de Luigi Pirandello
Pirandello mergulha na questão inquietante do ser visto pelo olhar do outro e de como isso nos afeta estruturalmente. Afinal, somos o que pensamos ser… ou aquilo que os outros enxergam? O ponto de partida é quase banal: um comentário despretensioso da esposa sobre o nariz de Vitangelo Moscarda. Mas esse detalhe mínimo provoca a ruptura do centro da sua unidade individual. A partir daí, instala-se a crise: a imagem que os outros têm dele não coincide com a sua própria. E então
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Cristina Oliveira
25 de fev.


As heroínas - Kristin Hannah
Há livros que nos prendem pela trama. Outros, pela emoção. As Heroínas faz os dois, e faz com força. É uma leitura arrebatadora do começo ao fim, daquelas que apertam o coração. A narrativa acompanha Frankie McGrath, uma jovem que cresce ouvindo histórias dos heróis de sua família e decide que também pode ser uma, mesmo sendo mulher em um mundo que não está preparado para isso. Seu impulso a leva ao Vietnã como enfermeira do exército, e é por meio do seu olhar que conhecemos
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Cristina Oliveira
22 de fev.


Verão no Aquário, de Lygia Fagundes Telles
02/12 clube bookster pelo mundo 2026 Verão no Aquário foi uma leitura desafiadora para mim. A protagonista, Raíza, vive seu verão dentro de uma bolha, lidando com uma relação complexa com a mãe, entre conflitos, ciúmes e momentos de afeto. A narrativa é introspectiva e detalhista, mostrando personagens únicos e relações transfiguradas, mas confesso que o ritmo inicial me cansou. Raíza é inconstante, mesquinha e carinhosa, irônica e vulnerável, como os seres humanos de verdad
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Cristina Oliveira
20 de fev.


Querida Konbini, de Sayaka Murata
É uma daquelas leituras que parecem simples na forma, mas profundamente inquietantes no conteúdo. A escrita é fluida, direta e quase minimalista, mas carrega uma carga reflexiva enorme. É um livro que fala de propósito, felicidade e, principalmente, das camadas invisíveis de pressão que a sociedade impõe sobre o indivíduo. A pergunta que atravessa toda a narrativa, e que não sai da cabeça depois da leitura, é: o que fazemos da nossa vida por desejo genuíno e o que fazemos ape
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Cristina Oliveira
18 de fev.


O Último Segredo - A. R. Torre
Sabe aquele thriller que você começa pensando “só mais um capítulo” e, quando percebe, já leu metade do livro? Pois é exatamente isso que acontece aqui. A escrita da A. R. Torre é extremamente fluida, envolvente e viciante, eu devorei a história em menos de dois dias, simplesmente impossível de largar. William e Cat formam um casal bem-sucedido e feliz com a vida que levam. Neena, nova funcionária da empresa de tecnologia do casal busca atrair a atenção do novo patrão. Narra
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Cristina Oliveira
15 de fev.


Com amor, mamãe | Iliana Xander
A premissa é muito instigante: Mackenzie, filha de uma escritora famosa de thrillers, retorna para casa após a morte suspeita da mãe e passa a receber cartas assinadas por ela, cheias de segredos do passado. A partir daí, a dúvida se instala. O que mais me agradou na leitura foi o quanto a história é bem amarrada. Tudo parece estar no lugar certo, sem pontas soltas, e a autora sabe exatamente como conduzir o mistério. A escrita é muito fluida, com capítulos curtinhos que torn
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Cristina Oliveira
8 de fev.


A Metamorfose, de Franz Kafka
É, sem dúvida, uma obra que carrega peso histórico e simbólico: narra a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que desperta transformado em um inseto monstruoso. A partir dessa premissa, a narrativa aborda temas densos como alienação, desumanização no trabalho e a fragilidade dos laços familiares. No entanto, confesso que minha leitura não trouxe o impacto que eu esperava. Ainda assim, a história deixa mensagens marcantes. A transformação de Gregor e a forma como sua
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Cristina Oliveira
5 de fev.


A Pérola, de John Steinbeck
Escrita em 1947, A Pérola é uma pequena obra, mas imensa em significado. Uma parábola sobre o bem e o mal que atravessam a condição humana, simbolizados por uma pérola. O que, a princípio, parece uma promessa de redenção para Kino, sua esposa Joana e o pequeno Coyotito, transforma-se lentamente em um instrumento de destruição. A força do livro está justamente no contraste cruel entre esperança e cobiça. O autor condensa nessa história simples a angústia profunda de um povo e
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Cristina Oliveira
3 de fev.


O Senhor das Moscas, de William Golding
Ele começa de forma quase tímida, mas termina como um soco no estômago. Minha experiência de leitura foi marcada por essa divisão muito clara: uma primeira metade mais lenta, por vezes arrastada, e uma segunda parte absolutamente hipnótica, cruel e impossível de ignorar. No início, o excesso de descrições pode cansar. A narrativa se detém longamente na paisagem, nos gestos e nos detalhes do cotidiano das crianças na ilha. Porém, ao considerar o contexto de publicação — 1954,
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Cristina Oliveira
31 de jan.


O Livro do Destino
O Livro do Destino – Parinoush Saniee Minha opinião Poucos livros conseguem ser tão dolorosos, necessários e comoventes ao mesmo tempo. O Livro do Destino me surpreendeu profundamente, não apenas pela força de sua protagonista, mas pela maneira como a autora entrelaça uma história íntima com cinco décadas turbulentas da história do Irã. Massoumeh é uma adolescente comum na Teerã pré-revolucionária, apaixonada pelos estudos e cheia de sonhos. Um amor juvenil, descoberto por
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Cristina Oliveira
26 de jan.


Divórcio Perfeito
Que enredo intrincado. Que mente maquiavélica! Em Divórcio Perfeito , Jeneva Rose retorna à história de Sarah Morgan, dez anos após a condenação de seu primeiro marido, Adam. Agora, Sarah tenta levar uma vida estável ao lado da filha e do novo marido, Bob. Mas a calmaria dura pouco: ao descobrir uma traição, ela não perdoa, pede o divórcio. E é a partir dessa ruptura que a trama realmente começa. O que se segue é um emaranhado de intrigas, manipulações, brigas, segredos e vi
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Cristina Oliveira
22 de jan.


Os Nomes
Os Nomes , de Florence Knapp É um livro fascinante e, ao mesmo tempo, profundamente angustiante. Florence Knapp constrói um drama familiar intenso, atravessado por temas difíceis como abusos, masculinidade tóxica, silêncios impostos e escolhas feitas, ou negadas, ao longo da vida. É uma leitura que emociona, mas também aperta o peito até a última página. A premissa é original e brilhante: a partir da escolha do nome de um filho, acompanhamos três versões possíveis da mesma v
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Cristina Oliveira
20 de jan.
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